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Economia cubana

O complexo modelo de negócios de Cuba ainda assusta investidores

Com a retomada de relações com os EUA, Cuba iniciou uma abertura econômica, mas investir no país não é tão simples

O complexo modelo de negócios de Cuba ainda assusta investidores
Governo da ilha adota medidas comerciais questionáveis, e cerca de 60% dos comércios estrangeiros fracassam (Foto: Reprodução/Internet)

A histórica reaproximação entre Cuba e EUA aos poucos facilita a reabertura da economia local. Muitas empresas americanas têm interesse em montar um negócio no país, mas não é tão simples. Os empreendimentos estrangeiros não têm sucesso garantido na ilha caribenha. Os que já estão lá reclamam que as medidas do governo cubano e as sanções dos Estados Unidos prejudicam muito os negócios.

Desde que o comunismo entrou em decadência na Europa, 60% dos negócios instalados em Cuba não obtiveram sucesso. Segundo analistas, alguns dele foram fechados pelo próprio governo cubano.

“Cuba é um dos únicos lugares onde cada investimento direto requer a autorização do órgão máximo do governo. O que também é diferente é que quase tudo aqui  pertence ao Estado”, explica o advogado corporativo holandês, Sabastiaan Berger.

Cameron Young, um advogado canadense e parceiro de Berger, afirma que é possível se fazer negócios na ilha — existe, por exemplo, o centro comercial da ilha que inclui várias empresas –, mas não é uma situação comercial comum.

“O Estado é seu parceiro e também é o fornecedor, o empregador de sua equipe, o comprador, a autoridade reguladora e a entidade que tributa você. Portanto, é um lugar complexo para entrar em uma transação comercial normal”.

Um caso exemplar de como funcionam os empreendimentos no país é o do francês Michel Villand, que nos anos 90 investiu numa rede de pastelarias em conjunto com o governo. Ele abriu duas fábricas e vários pontos de venda. O sucesso do negócio fez com que, em 2007, ele fosse forçado a abandonar a empresa porque seus parceiros cubanos a quiseram por inteiro.

 

Fontes:
Financial Times-Foreign businesses tread carefully as Cuba opens up

4 Opiniões

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    O regime nunca mudou: a atividade empresarial pertence aos próceres do partido e aos militares de alto coturno. Eles eventualmente abrem as portas aos investidores, mas apenas para conhecer o know-how e, logo após, dão um pontapé nos fundilhos do maldito porco capitalista e ficam com tudo, na maior cara de pau. A isto se chama moral revolucionária, muito empregada no Brasil depois que o bolivarianismo tomou conta da AL. Sei de notícias de um empreendedor alemão que se aventurou a investir na ilha e foi preso, recebendo sentença de vinte anos por se atrever a concorrer com os chineses que tinham a preferência do regime. As sentenças em Cuba são encomendadas por telefone aos juízes, pois o detido já recebe a notícia de quantos anos vai ficar enjaulado nas piores penitenciárias das 3 Américas quando entra na delegacia de polícia para prestar esclarecimentos. O judiciário cubano é apenas um departamento do governo encarregado de distribuir as sentenças determinadas pela nomenklatura.

  2. Revoltado disse:

    Como?!? Eu estou mesmo lendo isso?! “…complexo modelo de negócios” ??? Uma quadrilha castrista está no poder há cinquenta anos, num misto de gangue, máfia, e terrorismo, e voces definem isso como “complexo modelo de negócios” ???
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAAH

  3. Luiz disse:

    Quem negocia com esta gentalha, tem é que tomar ferro. Me digam, qual foi a vez que algum comunista ou socialista falou a verdade, ou pelo menos meia-verdade. São uns mentirosos sem caráter, sem personalidade, sem nada. Só pensam no partido e é só. Não estou me referindo todo povo cubano, a maioria é comunista, não conheceram outro tipo de regime estou me referindo ao governo cubano. Quem for investir em Cuba, estará jogando dinheiro fora.

  4. jovelino bispo vieira disse:

    SO UM LOUCO INVESTIRIA EM, CUBA, ABRIR UMA EMPRESA, MONTAR UM NEGOCIO RM UM LUGAR QUE DE REPENTE SEM NENHUM AVISO O “GOVERNO” PODE SEM MAIS NEM MENOS “NACIONALIZAR” QUALQUER EMPRESA QUE ACHAR QUE DEVE, COMO O EVO MORALEZ FEZ COM A PETROBRAZ AINDA NO GOVERNO LULA

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