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Empresas na África

O custo econômico do surto de ebola

Como as empresas estão se adaptando ao vírus que ameaça a economia e a vida de seres humanos

O custo econômico do surto de ebola
O prejuízo econômico está aumentando com os campos vazios e o comércio reduzido (Reprodução/Internet)

A morte e a devastação causadas pela epidemia de ebola continuam a aumentar. Até agora 5 mil pessoas morreram infectadas pelo vírus espalhado pela Libéria, Serra Leoa e Guiné (com alguns casos em outros lugares) e cerca do dobro teve sintomas da doença. Apesar dos sinais otimistas no início de novembro que a epidemia está sob controle na Libéria, o total de mortos é bem maior do que as cifras oficiais.

O prejuízo econômico está aumentando com os campos vazios e o comércio reduzido. O preço dos alimentos básicos mais do que duplicou em algumas áreas das regiões afetadas e a renda caiu em um ritmo vertiginoso. O Banco Mundial avaliou que o prejuízo econômico nesses países da África poderá ser de $33 bilhões nos próximos 18 meses se o vírus não for debelado o mais rápido possível. Mas alguns setores da economia mantêm o transporte básico e a geração de renda com as exportações, essenciais para a recuperação econômica dessas regiões, assim que a doença for controlada.

O cancelamento da maioria dos voos internacionais e o fechamento das fronteiras foram uma das primeiras consequências da disseminação da epidemia de ebola, com exceção da Brussels Airlines, a maior companhia aérea da Bélgica, que manteve os voos para Monróvia (Libéria), Freetown (Serra Leoa) e Conakry (Guiné).

Algumas empresas mineradoras continuam suas atividades: em Serra Leoa, por exemplo, essas empresas são responsáveis por 80% da receita de exportação de minérios. A African Minerals e a Sierra Rutile, duas grandes mineradoras de Serra Leoa protegeram-se, na medida do possível do contágio da epidemia, e ajudam os vilarejos vizinhos a lutar contra a doença. Já os bancos que lidam diretamente com o público, não podem se isolar e mantêm o funcionamento normal de suas agências, apesar dos cuidados com a higiene e saúde dos funcionários e clientes.

Apesar dos riscos de contrair a doença, muitas empresas grandes afirmaram que os funcionários querem continuar na África. “Nossos funcionários sentem-se confiantes com as medidas adotadas para evitar a doença” disse Mike Jones da African Minerals. Confiantes é uma palavra muito enfática, mas as empresas estão se adaptando à situação atual do combate e controle do ebola. Mesmo assim, há um consenso que os órgãos internacionais e os governos perderam a oportunidade de extinguir a epidemia logo no início. “Se tivéssemos 10% dos recursos atuais há poucos meses, o problema teria sido resolvido”, disse um executivo da African Minerals.

Fontes:
The Economist-Still open for business

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