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O desafio do acesso universal à internet

Iniciaticas do Google e do Facebook estimulam a expansão do acesso

O desafio do acesso universal à internet
População tira fotos de parada em Nova Déli, na Índia, com celulares (Reprodução/Tsering Topgyal/Associated Press)

Apesar do progresso mundial que tem sido alcançado nos últimos anos, a maior parte da população mundial, que conta com 7,2 bilhões de pessoas, ainda não tem acesso à internet. Essa é a questão levantada no editorial do New York Times.

Segundo o veículo, a boa notícia é que a maior parte da humanidade vive agora ao alcance das redes sem fio. Cerca de metade da população mundial, ou 3,6 bilhões de pessoas, teve serviço de celular no ano passado, o que superou os 2,3 bilhões de 2008. Um terço de toda a população usou as redes móveis para se conectar com a internet no ano passado. O aumento da renda nos países em desenvolvimento e o barateamento nos serviços e nos dispositivos sem fio foram as duas principais causas para que essa mudança ocorresse.

A coisa mais importante que os líderes mundiais podem fazer para tornar a internet disponível para mais pessoas é buscar o crescimento econômico mais rápido e mais igualitário. Ao mesmo tempo, melhorar o acesso em si pode ajudar as economias a crescerem, tornando o conhecimento mais difundido.

Há inúmeros esforços privados em curso que visam tornar o acesso à internet universal. O Google está trabalhando no Projeto Loon, que utiliza uma rede global de balões de grande altitude para transmitir sinais sem fio no hemisfério sul. Isso pode ser muito útil para pessoas que vivem em áreas rurais e remotas sem redes terrestres de celular. Já o Facebook apresentou o Internet.org, que fornece acesso a conteúdo limitado, em formato de texto, em seus celulares, sem nenhum custo, a pessoas de alguns países, como Quênia, Colômbia e Índia. O Facebook e as pesquisas no Google estariam inclusas no Internet.org. A companhia parece pensar que isso encorajaria algumas pessoas, que estão usando seus celulares, a criar perfis no Facebook, além de considerar pagar por planos de dados. Afinal, a companhia daria o primeiro gostinho da rede social e da internet.

Os grandes ganhos só vão vir quando os governos fizerem mais para aumentar diretamente os investimentos em telecomunicações ou quando encorajarem companhias privadas a construir redes. A forma mais certa de fazer isso é promovendo a concorrência, vendendo, por exemplo, frequências sem fio para diferentes companhias. Isso já está acontecendo em lugares como a Índia.

Outros países, incluindo os da União Europeia, vêm ajudando a estimular a adoção da internet, exigindo que as empresas de telecomunicações compartilhem cabos e outros equipamentos com as outras. É claro que muitas empresas dominantes de telefonia, estatais ou privadas, vão resistir a políticas destinadas a estimular a concorrência.

Fazer com que a internet seja útil vai exigir mais do que equipamentos e redes. Muitas páginas na web estão disponíveis apenas em inglês ou em algumas outras línguas faladas, como francês e mandarim, enquanto bilhões não falam essas línguas. Companhias como o Google e o Facebook estão investindo em fornecer seus sites em diferentes línguas, além de oferecer ferramentas gratuitas de tradução.

Fontes:
New York Times-Getting the Whole World Online

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Está na hora de estudar inglês. Isso vale para todo o mundo.
    Sinto pena dos esquerdistas, socialista e comunistas que vão ter que engolir o idioma universal da atualidade.
    Pobre do maduro, demais ditadores socialistas e comunas em geral.

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