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COMPANHIAS AÉREAS

O impacto do ‘Brexit’ no setor de aviação comercial

As companhias aéreas e os passageiros sofreram um grande baque com a saída do Reino Unido da União Europeia

O impacto do ‘Brexit’ no setor de aviação comercial
Segundo a IATA, o número de passageiros ingleses deve diminuir entre 3% a 5% até 2020 (Foto: Wikimedia)

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Apesar da previsão que o referendo do Brexit não teria “impacto material nos negócios”, as ações da International Airlines Group (IAG), a holding que controla a British Airways, caíram em um terço na última semana de junho. As ações da easyJet, a companhia aérea de baixo custo com sede em Londres, que transporta passageiros para diversos países da Europa,  também tiveram uma queda expressiva. Mesmo uma companhia aérea com presença forte na União Europeia (UE), como a alemã Lufthansa, teve uma queda de 17% no preço de suas ações depois do referendo.

Os investidores estão convencidos que a saída do Reino Unido da UE prejudicará o setor de aviação comercial, em razão do cenário econômico negativo, da volatilidade da moeda, das restrições às viagens e da possível desintegração da União Europeia.

A paranoia deles é compreensível. A desregulamentação do transporte aéreo na Europa beneficiou muito as companhias aéreas e os passageiros a partir da década de 1990, com o estímulo à concorrência e à redução de preços. Em consequência, criou uma nova demanda. Talvez pareça banal, mas a desregulamentação democratizou as viagens dos europeus. A reserva de uma passagem de Londres para Budapeste pelo preço da refeição (pelo menos antes do acréscimo dos impostos) e a eficiência do setor de aviação do continente são um incentivo às viagens. Além disso, os benefícios sociais associados a essa liberdade de movimento têm um impacto profundo: opções de lazer acessíveis, oportunidades econômicas para a realização de negócios e enriquecimento dos laços familiares.

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o número de passageiros ingleses deve diminuir entre 3% a 5% até 2020. Essa estimativa baseia-se no pressuposto que as companhias aéreas britânicas dominarão as viagens corporativas e as famílias inglesas irão adiar as férias diante das perspectivas econômicas sombrias.

Com a depreciação da libra, as viagens internacionais vão ficar mais caras, o que agravará ainda mais a situação. É pouco provável que o aumento correspondente de turistas à Grã-Bretanha compense a redução interna; hoje, os ingleses representam cerca de dois terços dos voos domésticos nos aeroportos.

Fontes:
The Economist-Airlines and travellers could be among the biggest losers from Brexit

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