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Crise financeira II

O mea culpa de Alan Greenspan

O ex-presidente do Federal Reserve disse que o mundo está vivendo um "tsunami" no mercado de crédito que só acontece uma vez a cada cem anos e admitiu que sua ideologia do livre-mercado, evitando regulações, afinal se mostrou falha.

Em depoimento ao Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara, nos EUA, Greenspan disse que ficou chocado com o fato de a receita da desregulamentação ter falhado, porque durante 40 anos ou mais abundaram evidências de que ela funcionava bem.

Alan Greenspan disse ao comitê que estava "parcialmente errado" ao se opor à regulamentação dos derivativos e reconheceu que as instituições financeiras não resguardaram os acionistas e os investimentos como ele esperava.

Fontes:
Bloomberg - Greenspan Concedes to `Flaw' in His Market Ideology (Update2)

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2 Opiniões

  1. Francisco Anéas disse:

    O Futuro sempre é incerto por mais que tentemos direciona-lo, nem a fé na ideologia capitalista de livre mercado, do Deus Mercado, elimina a incerteza do futuro. A única certeza que temos sobre o futuro é que as crises vem de tempos em tempos.

  2. Marcelo de Matos disse:

    Enquanto líderes europeus como Nicolas Sarkozy, o presidente da França, têm falado que o capitalismo precisa mudar, que é preciso “refundá-lo”, como se tem dito por aí, os americanos marcam passo. Há alguns dias, um eminente professor universitário de lá disse que tudo ficará como dantes, no quartel de Abrantes. Alan Greenspan admitiu ter errado “parcialmente”. Daqui a pouco, riscará o parcialmente do discurso e voltará a pregar suas teses mercadocratas na íntegra. Os americanos além de acreditarem piamente que o mercado pode corrigir os próprios erros, pensam que o tempo corrigirá aquilo que remanescer errado. Para eles, como para Fernando Collor, o tempo é senhor da razão. Greenspan considera a crise um fenômeno natural, um tsunami que ocorre a cada cem anos. Para Lula, a crise é uma simples marola, mas, no final das contas, Greenspan é mais maroleiro que Lula. Espera que o tempo resolva tudo para que ele não precise abrir mão de suas teses mercadocratas. Afinal, elas não são tão bem feitinhas?

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