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O valor de Davos

O poder de se cultivar uma ampla rede de contatos

Acumular uma boa rede de contatos profissionais requer uma aptidão especial e certo atrevimento

O poder de se cultivar uma ampla rede de contatos
Uma boa rede de contatos profissionais não se limita às elites (Reprodução/Brett Ryder)

O tema do Fórum Econômico Mundial (FEM) muda todos os anos. Na reunião que se realiza de 21 a 24 de janeiro, o tema é “o novo contexto global”. Em 2014 discutiu-se a questão da “reformulação do mundo”. Mas, na verdade, o assunto subjacente ao tema formal do fórum é menos pedante e mais constante: o poder da rede de relacionamentos.

Muitas pessoas dizem que preferem dedicar seu tempo a trabalhar, em vez de cultivar uma rede de contatos. Porém, o fato de mais de 2.500 líderes empresariais e políticos do mundo inteiro reservarem tempo em suas agendas ocupadíssimas para participar todos os anos do fórum na pequena cidade suíça de Davos é uma prova que as conversas e os contatos dão resultado. Como um veterano do FEM disse certa vez, “em última análise, contatos significam contratos”.

Uma boa rede de contatos profissionais não se limita às elites. Um estudo realizado em uma série de locais de trabalho naAlemanha durante três anos por Hans-Georg Wolff e Klaus Moser da Universidade de Erlangen-Nuremberg, mostrou uma analogia positiva entre o tempo que as pessoas dedicavam a fazer contatos, tanto dentro quanto fora dos escritórios, e os aumentos salariais e a satisfação na carreira. “A rede de contatos é um investimento que compensa no futuro”, conclui o estudo. Reid Hoffman, um empresário americano que ficou bilionário investindo em uma série de empresas de redes sociais voltadas para consumo popular como Friendster, SocialNet e LinkedIn, é um  exemplo concreto do sucesso das redes de relacionamentos.

Fontes:
The Economist-The network effect

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