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O processo criativo na história

O registro de patentes mostra que o processo criativo mudou ao longo dos anos

O processo criativo na história
A invenção pode ocorrer de duas maneiras: pela descoberta e recombinação (Reprodução/Pixabay)

No século XIX os inventores eram heróis. Stephenson, Morse e Goodyear, entre outros, foram as tropas de choque da Revolução Industrial. Suas ideias contribuíram para que a humanidade saísse de um nível de pobreza agrária e usufruísse do progresso e da consequente riqueza da era industrial. Mas, hoje, essas superestrelas, embora não estejam ausentes do processo criativo, são cada vez mais raras.

Em parte isso é resultado da mudança dos padrões de inovações a partir do século XIX. Apesar de não ter havido uma diminuição do número de patentes registradas todos os anos, a introdução de novas tecnologias é menos frequente do que nos anos anteriores. A tecnologia da informação (TI) revolucionou, sem dúvida, o cenário atual. Mas as ferrovias, o telégrafo, a fotografia, a telefonia fixa, os automóveis, e as indústrias químicas e de produção de aço, foram invenções que provocaram mudanças de tanto impacto quanto às inovações da TI. É possível então concluir que o processo criativo tenha sido mais heroico na era vitoriana. Em um artigo recém-publicado no Journal of the Royal Society Interface, Youn Hyejin e seus colegas da Universidade de Oxford comprovaram que de fato foi mais ousado.

A invenção pode ocorrer de duas maneiras: pela descoberta e recombinação. Youn Hyejin analisou o equilíbrio entre esses dois fatores e sua evolução ao longo do tempo, com base em dados extraídos do United States Patent and Trademark Office (USPTO), que embora não seja um indicador perfeito de criatividade, é uma boa referência.

Quando Youn e seus colegas examinaram os arquivos do escritório de patentes, descobriram que quase metade das patentes expedidas pelos Estados Unidos no século XIX referia-se a invenções de um código único. Atualmente, nove décimos são de invenções que associam pelo menos dois códigos. Esse fato sugere que o processo criativo atual baseia-se, principalmente, na recombinação de tecnologias existentes, um processo coerente com a ideia que as invenções foram, em certo sentido, mais fundamentais no passado do que no mundo moderno.

Fontes:
The Economist-Now and then

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