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O processo sucessório problemático de novos executivos-chefes

Mesmo quando as empresas têm um plano de renovação do quadro de executivos, os investidores assistem com cautela à mudança, em especial quando o CEO substituído foi bem-sucedido na administração da empresa

O processo sucessório problemático de novos executivos-chefes
Dois terços das empresas públicas e privadas norte-americanas não têm um planejamento de renovação do quadro (Reprodução / Internet)

Mesmo quando as empresas têm um plano de renovação do quadro de executivos, os investidores assistem com cautela à mudança, em especial quando o CEO substituído foi bem-sucedido na administração da empresa. Mas os riscos são ainda maiores quando não existem planos sucessórios. Uma pesquisa realizada em 2014 pela National Association of Corporate Directors revelou que dois terços das empresas públicas e privadas norte-americanas não têm um planejamento de renovação do quadro de seus principais executivos. Outra pesquisa da Korn Ferry, uma empresa de seleção de executivos, sugeriu o mesmo cenário para empresas de outros países.

No entanto, o fato de que o CEO terá de ser substituído em determinado momento é um dos poucas “incógnitas óbvias” do mundo empresarial. E o prazo médio de permanência no cargo de CEOs nos Estados Unidos caiu para cinco anos depois de 2000, metade do prazo dos anos anteriores.

Algumas das maiores empresas do mundo são surpreendidas ao serem forçadas por circunstâncias inesperadas a substituir seus executivos-chefes. A Hewlett-Packard perdeu três CEOs em uma sequência rápida: Carly Fiorina, Mark Hurd e Léo Apotheker. O Bank of America ficou à deriva quando Kenneth Lewis partiu em 2009, embora sua partida fosse um acontecimento esperado meses antes. Essa sucessão de crises não só resultam em turbulências nas empresas, como também implicam a contratação de novos profissionais externos, com mais probabilidade de fracasso do que funcionários antigos que conhecem o funcionamento da empresa.

As monarquias sempre evitaram os interregnos: “O rei está morto, longa vida ao rei!” é a declaração tradicional feita na sequência imediata da ascensão ao trono de um novo monarca, desde a coroação de Carlos VII como rei da França, em 1422. Por que algumas das empresas mais sofisticadas do mundo não incorporaram essa frase memorável aos seus planejamentos de sucessão ou substituição?

Fontes:
Economist - Making a success of succession

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Segredos do Capitalismo!

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