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O que é a hiperinflação enfrentada pela Venezuela?

A crise econômica na Venezuela remete a histórias de outros países que mergulharam na espiral da hiperinflação

O que é a hiperinflação enfrentada pela Venezuela?
A hiperinflação é uma inflação com taxas muito elevadas ou fora de controle (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

Em uma tentativa de conter a hiperinflação, com a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de uma taxa de inflação de 1.000.000% este ano, o governo da Venezuela pôs em circulação em 20 de agosto uma nova moeda, o bolívar soberano, com cinco zeros a menos do que seu antecessor, o bolívar forte.

Em macroeconomia, a hiperinflação é uma inflação com taxas muito elevadas ou fora de controle, acompanhada de alta de preços, recessão e desvalorização acentuada da moeda. As causas da hiperinflação relacionam-se ao aumento dos gastos públicos, da oferta de dinheiro que supera a demanda por bens e serviços e do endividamento externo.

Segundo Phillip Cagan, antigo professor emérito de economia da Universidade de Columbia, a hiperinflação ocorre quando a taxa de inflação é igual ou superior aos 50% mensais.

A hiperinflação corrói o poder de compra e estimula o consumo de bens básicos em razão de aumentos sucessivos de preços. Em um círculo vicioso, o excesso de consumo acarreta escassez de produtos e, como resultado, preços mais elevados.

Com as taxas de inflação fora do controle, os donos de restaurantes na Venezuela não oferecem mais cardápios com preços aos clientes e os produtos vendidos nos supermercados não têm etiquetas com preços, segundo um artigo publicado no Times.

Com a desvalorização da moeda, muitas vezes os salários não são suficientes para cobrir o pagamento das despesas básicas. Como compensação, algumas empresas venezuelanas estão oferecendo aos seus funcionários ovos como pagamento de bônus, um produto muito valorizado em um país com uma séria crise de escassez de alimentos.

O século XX assistiu a casos extremos de hiperinflação. Na República de Weimar, na Alemanha, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial a hiperinflação corroeu a tal ponto o poder de compra do marco, que os alemães transportavam dinheiro em carrinhos de mão para comprar itens básicos e o escambo era uma prática comum. Em julho de 1946, a Hungria registrou o pior caso de hiperinflação da história recente, quando a taxa de inflação chegou a 41.900.000.000.000.000%, ou 195% por dia.

Em novembro de 2008, em meio a uma crise econômica e política, o Zimbábue registrou um aumento de 98% por dia na taxa de inflação, que resultou na retirada de circulação de sua moeda, substituída, em 2009, pelo dólar americano e o rand da África do Sul.

A política de austeridade econômica é essencial para recuperar a estabilidade financeira. Entre as medidas de combate à hiperinflação destacam-se a redução dos gastos públicos, o aumento da taxa básica de juros, a adoção do câmbio flutuante e a expansão da capacidade produtiva do país.

Fontes:
The Guardian-14m bolivars for a chicken: Venezuela hyperinflation explained

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2 Opiniões

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Era uma vez um país chamado Venezuela, agora está concorrendo com a Etiópia, A falta de concordância verbal foi substituída pela falta de sentido, era uma vez uma Venezuela. Deu no que deu. Além disso, certo da impunidade, a turma governista, sob o guarda-chuva de Dilma e Lula, se curvou à tentação do crime, institucionalizou o maior e mais complexo sistema de corrupção que se tem notícia no País e empurrou a economia para uma aguda crise – que, se durar uma década, será pouco. Sob a ótica política, o pior está por vir. O iminente impeachment de Dilma, que insiste na estúpida e vergonhosa tese de golpe, não é nada perto do estrago que será causado em definitivo ao futuro político de toda a companheirada petista.
    Era uma vez uma Venezuela…

  2. Aureo Ramos de Souza disse:

    E se não fosse a policia Federal tendo a frente o Juiz Sergio Moro com a Lava a Jato e o impeachment de Dilma poderia-mos ter chegado a isso e se o Lula não fosse preso nós voltaríamos a estaca zero e possivelmente fechando o BNDES onde Cristina Cristine lavou, deitou e rolou.

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