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O que fazer com o 13º salário?

Dicas sobre como usar dinheiro para quem está no vermelho, quem está sem dívidas ou já é um investidor. Por Carla Delecrode

O que fazer com o 13º salário?
O 13º salário pode ser uma oportunidade ou um complicador

O fim de ano é um período em que os “sonhos de consumo” ficam mais vívidos, e ter nas mãos o 13º salário pode se tornar um complicador das finanças, já que neste clima de festa fica mais difícil resistir às tentações. Escolher a melhor forma de usar o dinheiro extra, porém, pode fazer a diferença e virar uma oportunidade para sair do vermelho ou para se tornar um investidor.

Os especialistas indicam que primeiro deve-se analisar a situação financeira em que se encontra e de acordo com o “diagnóstico”, traçar planos. As pessoas, geralmente, estão em três situações: endividadas, sem dívidas ou são investidoras. Conforme a situação, o 13º salário pode ser uma chance de liquidar contas atrasadas, de garantir reservas ou de fazer novos investimentos.

Uma  chance para sair do vermelho

Para os endividados, o 13º salário pode ser usado para pagar dívidas. Mas nem sempre o salário extra é suficiente para quitar todas as contas. Neste caso, uma opção é fazer uma planilha de orçamento para os próximos 90 dias. Nela deverão estar listadas todas as despesas, que deverão estar adequadas à receita mensal, ou seja, deverá ser feita uma redução nos gastos de forma que viabilize o equilíbrio financeiro e a criação de uma sobra.

A dica é listar todos os gastos feitos durante o mês, o que inclui pequenas despesas, como cafezinho, lanches e balas, que podem ser uma importante fonte de endividamento. Já que é comum não saber o quanto se gasta em tais supérfluos e quando se coloca no papel a soma impressiona.

Com a sobra nas mãos, deve-se procurar os credores e fazer uma negociação de alongamento e com juros muito baixos, no máximo 2,5% ao mês. Mas lembre-se de que as parcelas da dívida devem estar dentro do seu orçamento mensal. O 13º salário deverá ser usado para pagar gastos do fim e do início do ano e uma parte maior deve ser separada para formar a reserva, pelo menos 50% do valor.

Sem dívidas, torne-se um investidor

Já para os que fizeram o “dever de casa” e conseguiram manter o equilíbrio financeiro durante 2010, o 13º pode ser a oportunidade de começar um investimento, como abrir uma poupança ou fazer uma previdência privada. Uma parcela do salário extra, pelo menos, deve ser destinada para este fim. Para quem dispõe de até R$ 5 mil, a melhor opção é abrir uma caderneta de poupança, a fim de  fugir das altas taxas de capital.

Já para quantias maiores, uma boa é pesquisar um fundo de investimento que cobre taxas de administração de até 2,5% ao ano. Depois de escolher, o importante é criar o hábito de poupar e traçar objetivos para a reserva. Mas é importante guardar uma parte do dinheiro extra para pagar as contas de janeiro, como IPVA, IPTU e matrícula escolar.

Novos horizontes de investimento

Se você já é um investidor, então o 13º pode servir para aplicar em outros fundos de investimentos e para custear as contas e gastos do período festivo. Uma boa saída é equilibrar responsabilidade e lazer. Pode-se reservar 20% do valor para as comilanças natalinas e mais 20% para umas férias. Dos 60% restantes, separar uma parte para pagar dívidas – cobrir cartões de créditos e cheque especial – e outra para reserva. Aplicar na bolsa de valores pode ser um novo horizonte de investimentos, para quem tem dinheiro extra e está com as contas em dia, mas antes consulte um especialista.

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