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Inteligência artificial

O uso inovador da inteligência artificial

A inteligência artificial pode ajudar nas pesquisas de espécies de animais portadoras de doenças perigosas para os seres humanos

O uso inovador da inteligência artificial
Esse uso inovador da inteligência artificial será, sem dúvida, um tema de discussão acalorada entre as grandes empresas do setor de tecnologia como Google e Amazon (Foto: Pixabay)

De 1346 a 1353, a Peste Negra matou mais de um terço da população da Europa. O continente demorou 150 anos para se recuperar. A doença foi tão devastadora que mudou a ordem social, na medida em que a escassez de trabalho resultou em salários mais elevados para os sobreviventes e, em consequência, acelerou o fim do feudalismo.

A peste foi causada pela Yersinia pestis, uma bactéria transmitida por pulgas. Na Europa, os ratos pretos eram infestados por essas pulgas. Mas na Ásia, de onde a doença se originou, as pulgas viviam no pelo dos gerbilos. A Peste Negra foi, portanto, uma doença zoonótica transmissível de um animal ao homem. Como os seres humanos têm pouca experiência evolucionária com essas doenças e, por conseguinte, pouca resistência a elas, as doenças zoonóticas podem ser extremamente perigosas. A febre hemorrágica ebola é uma zoonose. Assim, são os porcos e a gripe aviária que mantêm os epidemiologistas acordados à noite.

Por esse motivo, a tentativa de descobrir que espécies de animais são portadoras de doenças que podem infectar os seres humanos é um trabalho importante. É também uma tarefa capciosa. Existem inúmeras espécies de animais, milhares de vírus e bactérias perigosos para os seres humanos, mas não zoologistas e médicos em número suficiente para realizar essa pesquisa. Porém Barbara Han e seus colegas do Cary Institute of Ecosystem Studies, com sede em Nova York, têm uma ideia que pode ajudar os zoologistas e profissionais da área de saúde a superarem a escassez de pessoal. Eles sugeriram a proposta inovadora de usar a inteligência artificial (IA) como apoio à pesquisa.

Em um artigo publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences, Barbara Han e seus colegas descreveram o uso de um subcampo da IA, o aprendizado de máquina, no levantamento das espécies de animais portadoras de doenças que infectam os seres humanos. O aprendizado de máquina permite que os computadores examinem grandes conjuntos de dados e identifiquem padrões e princípios de organização.

Esse uso inovador da inteligência artificial será, sem dúvida, um tema de discussão acalorada entre as grandes empresas do setor de tecnologia como Google e Amazon, com seus enormes bancos de dados. Barbara Han e seus colegas programaram os computadores para pesquisar roedores e regras, que descrevem os possíveis animais portadores de doenças zoonóticas. A equipe de pesquisadores usou 86 critérios para classificar as espécies de roedores, os tipos de hábitat em que vivem e as especificidades de sua fisiologia. Além disso, a equipe identificou áreas de risco que abrigam essas espécies de roedores.

 

Fontes:
The Economist-AI may predict which animal species carry diseases dangerous to people

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