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OMC reduz projeções para o comércio global em 2019

Segundo a organização, o comércio global vem sendo afetado por tensões comerciais e desacelerou no 4º trimestre de 2018

OMC reduz projeções para o comércio global em 2019
Comércio mundial em 2018 cresceu menos do que o esperado (Foto: Pixabay)

A Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu nesta terça-feira, 2, as projeções para o comércio mundial em 2019. Enquanto o mercado expandiu 3% em 2018, a perspectiva é que o índice seja reduzido para 2,6% em 2019, recuperando-se em 2020, quando a previsão é de 3%.

No entanto, devido à incerteza nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, que seguem em negociação, os números ainda podem variar. Caso o diálogo tenha um desfecho positivo, o mercado mundial pode ser impactado positivamente. No entanto, se os países não chegarem a um acordo, os valores podem ser impactados negativamente.

“Com as tensões comerciais em alta, ninguém deve se surpreender com essa perspectiva. O comércio não pode desempenhar plenamente o papel de crescimento quando vemos altos níveis de incerteza. É cada vez mais urgente resolver tensões e focar em traçar um caminho positivo para o comércio global que responda aos desafios reais da economia atual – como a revolução tecnológica e o imperativo de criar empregos e impulsionar o desenvolvimento”, explicou o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo.

Em 2018, o comércio mundial também expandiu menos do que o esperado. As expectativas da OMC, reveladas em setembro, eram de que o mercado aumentaria 3,9% naquele ano. No entanto, após um quarto trimestre fraco, com o declínio de 0,3%, o comércio mundial cresceu apenas 3%.

Além da tensão comercial entre Estados Unidos e China, a redução da demanda de países da Europa e da Ásia, que são tradicionalmente grandes consumidores do mercado mundial, prejudicou a expansão dos números em 2018. Ademais, de acordo com um comunicado da OMC, novas tarifas, medidas de retaliação, o fraco crescimento global, entre outros fatores, também influenciaram na redução do comércio.

“Os membros da OMC estão trabalhando para fazer isso [lidar com os desafios da economia] e estão discutindo maneiras de fortalecer e salvaguardar o sistema de comércio. Isso é vital. Se esquecermos a importância fundamental do sistema de comércio baseado em regras, corremos o risco de enfraquecê-lo, o que seria um erro histórico com repercussões para empregos, crescimento e estabilidade em todo o mundo”, completou Azevêdo.

Apesar da redução nas perspectivas de crescimento, a OMC destacou que o comércio mundial expandiu em outras áreas, em 2018. As exportações mundiais tiveram um aumento de 10%, totalizando US$ 19,48 trilhões, sendo impulsionadas pelo aumento do preço do petróleo, que cresceu 20% entre 2017 e 2018. Já o valor do comércio de serviços comerciais expandiu 8% acima do ano anterior, totalizando US$ 5,80 trilhões.

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    É por mais concentração de serviços, ou cliente deve o dinheiro da empresa. Até que esse montante é pago, é considerado uma receber. Nem todos os clientes pagarão para o serviço ou produto que recebem; dos clientes que pagam, nem todos eles vão fazê-lo em tempo hábil. Se contas a receber da empresa está crescendo mais rápido do que as suas receitas, ainda não foram pagos para muitos de seus bens ou serviços. Inventário também é visto como um bem ativo. Porque se houverem, assim distinções entre a mentira e a verdade, quem terá o acesso permitido, mas não ainda vendido, são considerados o inventário. As empresas que vendem bens físicos geralmente carregam um inventário. Menos líquido do que os três primeiros circulante, inventário amarra dinheiro — itens precisam ser vendidos para adicionar dinheiro para o faturamento da empresa. Empresas que fornecem serviços não carregam os inventários. Uma despesa de pré-pago é considerada um ativo atual porque reduz a quantidade de despesas futuras, reações der ou não der mais lucro.

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