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Oriente Médio é um reflexo dos limites da globalização

É tentador para as empresas ocidentais ignorar o Oriente Médio

Oriente Médio é um reflexo dos limites da globalização
No Oriente Médio as dores de cabeça são, com frequência, avassaladoras (Fonte: Reprodução/The Economist/Brett Ryder)

Os apóstolos da globalização têm o hábito de ignorar o Oriente Médio. Antoine van Agtmael, o homem que cunhou a expressão “mercados emergentes”, pouco mencionou os países árabes em seu livro publicado em 2007, The Emerging Markets Century. É compreensível. A região tem um talento extraordinário para ser uma fonte de desapontamento constante. Em tese, as oportunidades oferecidas pelos mercados emergentes justificam as dores de cabeça. Mas no Oriente Médio as dores de cabeça são, com frequência, avassaladoras.

A região também oferece oportunidades. Suas enormes reservas de petróleo e gás atraem indústrias básicas, como a indústria petroquímica e a de fundição de alumínio. Os países, em especial no Golfo Pérsico, estão fazendo esforços para atrair empresas estrangeiras, em parte para diversificar suas economias. Os países do Golfo estão tentando melhorar suas posições no ranking do Banco Mundial de países, que proporcionam condições mais fáceis para fazer negócios. Esta semana a Arábia Saudita abriu seu mercado de ações para investidores institucionais estrangeiros. A população em crescimento no Oriente Médio e, em geral rica, deveria ser um mercado promissor para empresas de consumo.

No entanto, os problemas da região são tão complexos, que nenhum curso de MBA prepara seus alunos para enfrentá-los. O estudo e a avaliação do “risco político” fazem parte das análises geopolíticas. Mas a desintegração de países como a Síria e o Iraque excede qualquer avaliação de risco. As empresas podem convencer seus funcionários a irem para o exterior a trabalho com suas famílias. Porém é impossível persuadi-los a se mudarem para uma região do mundo que eles associam ao terrorismo. Como no caso da Líbia, os países podem, em um piscar de olhos, transformarem-se de um lugar promissor de investimento em uma zona de conflito.

Os países do Oriente Médio, além de todos os problemas dos mercados emergentes, como instituições fracas e infraestrutura precária, têm dificuldades ainda piores. É tentador para as empresas ocidentais ignorar o Oriente Médio. Mas seria um erro, não só porque a região é um exemplo evidente que a visão panglossiana da globalização, com seu excesso de otimismo, é ilusória.

A globalização representa a vitória da lógica do capitalismo ocidental sobre as limitações geográficas. Mas no Oriente Médio o legado da história se sobrepõe à lógica do capitalismo. Mesmo quando os governos tentam criar um ambiente de negócios menos complexo na região, como em Dubai, as vantagens da globalização, o ressurgimento de conflitos políticos e de paixões ideológicas fazem com que as empresas do mercado global pensem duas vezes antes de investir no Oriente Médio.

Fontes:
The Economist - Beware of sandstorms

2 Opiniões

  1. Alex Ferreira disse:

    Saiu este comentário na net :

    “Que Deus nos salve. O sucateamento de ambulâncias do Brasil e tão grande que não há mais médicos para resgate de pessoas… A verdade e que a correria dos Médicos no Brasil vem só empacotando o paciente há muitos anos, já não há mais atendimento a pacientes… E a politica da medicina não explica as questões da ineficiência dos exames e laudos médicos, e da psiquiatria e acessibilidade pública para a população que vive como delinquente e bandido… Tenho plano funerário para mim e meu filho e ela realiza a cremação do corpo, o resto são um bando de incompetentes!”

    O mundo precisa saber onde o hospital está e mais forte no mundo…

    Responsabilidade…

    Sobre a significância, e as infinidades das fotos das atrocidades psiquiátricas e milicianistas do oriente médio e do mundo e as próximas expectativas adiante…

    Os conselhos de segurança dos países são incompetentes, o oriente médio e o planeta tem a maior potencia hospitalar e tecnológica e equipe de agentes biológicos que já houver na história da humanidade… Os conselhos já deveriam ter tomado à situação do paisagismo dos conflitos no globo…

    Como fica a vida humana futura… O Planeta precisa se negociar melhor para se conhecer… O planeta está atrasado com a evolução e construção ecológica… E a ecologia do planeta precisa evoluir caso não acabaremos perdendo nosso planeta…

    Na revolução agrícola Há 10 mil anos a.C e já havia guerra e são mais de 100 anos de guerra no Planeta com a descoberta da fissão nuclear…•.
    O estado islâmico já vem ameaçado o planeta com armas químicas e biológicas, inteligência e humilhação há milhares de anos e vem cada vez mais piorando suas atrocidades…

    O oriente médio foi usado para farias vezes para produções culturais cinematográficas e de experimentos científicos e nucleares… E tem atualmente a maior potencia hospitalar cientifica da história da humanidade… O oriente médio e o atual administrador da politica cientifica tecnológica e religiosa do planeta, isso por especulações do islamismo sobre a ressureição e vinda de cristo que nunca existirá… E se cristo gosta ou não de Maomé.

    Os governos e União das Nações Unidas devem tomar a seguinte medida imediata… O seguinte…

    Termo para o oriente médio e estado islâmico assinar repasse de governo de seus estados e capitais para a diplomacia das nações unidas para julgamento em corte marcial por genocídio e crimes de guerra, com o direito de construção de novo estado independentes para os novos povos concidadãos oriental com direito de um novo oriente médio e nova geografia global construída… Nas ocorrências de negação o estado islâmico teria tempo cronometrado para evacuação total de civis e militares com liberação de documentos e passaportes para os países vizinhos, termo que acionaria extração nuclear inteligente (Bomba nuclear construção ecológica).

  2. Myrna Herzog disse:

    Fica aqui a observação de que Israel é a grande excessão a este padrão Oriente Médio supra citado.
    O país tem uma sólida tradição democrática desde a sua fundação em 1948, e sólidas instituições.
    Israel é pioneiro em medicina e tecnologia, é um dos grandes celeiros de atividade artística e intelectual.
    E apesar dos conflitos regionais e de sua segurança ameaçada, dentre 158 países pesquisados pela Gallup World Poll em 2015, Israel está em 11 lugar entre os países mais felizes do mundo, à frente dos EUA (15), Brasil (16) Grã Bretanha(21) e Japão (46).

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