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ECONOMIA

Os países que estão espantando investidores

Incertezas envolvendo EUA, China, Alemanha e Brasil acendem sinal de alerta em investidores

Os países que estão espantando investidores
Crises econômicas ao redor do mundo repercutem na América Latina (Foto: EBC)

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Sinais de uma possível recessão global agitam as principais bolsas de valores do mundo. As notícias mais recentes referem-se à queda atípica na taxa de juros dos títulos do Tesouro dos EUA e à desaceleração da economia alemã.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), este ano o crescimento econômico dos EUA superará o dos demais países do G7, com um aumento de 2,6% do PIB. A taxa de desemprego é a mais baixa desde que Neil Armstrong pisou na Lua em 1969. 

No entanto, Wall Street teme que o aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, assim como o resultado inexpressivo dos cortes de impostos implementado pelo governo e a guerra comercial com a China provoquem uma recessão econômica.

Os problemas econômicos do Reino Unido são resultado da incerteza quanto ao futuro do país após a saída da União Europeia (UE). O PIB teve uma redução de 0,2% no segundo trimestre deste ano, a maior desde o quarto trimestre de 2012, em razão do acúmulo dos estoques de mercadorias no período que antecedeu a data original da saída da UE, em 29 de março. Em circunstâncias normais, o aumento na oferta de empregos e no valor dos salários recuperaria a economia no terceiro trimestre, mas o prazo final do Brexit, com ou sem acordo, em 31 de outubro, poderá ter um forte impacto não só no Reino Unido, como também nas principais economias do mundo.  

Na Alemanha, o país com o maior volume de exportações da Europa, a demanda por máquinas, equipamentos, caminhões e carros teve uma grande redução no ano passado, sobretudo nos produtos exportados para a China. A queda nas exportações resultou na diminuição de 0,1% do PIB no segundo trimestre. A dúvida em relação à retomada do crescimento diante de um cenário preocupante da economia global, abalou a confiança do mercado financeiro. Mas a Alemanha tem uma reserva financeira sólida decorrente de uma década de superávits orçamentários e, por isso, tem mais condições de resistir a uma recessão mundial. 

De acordo com dados oficiais, a economia da China cresce em um ritmo de mais de 6% ao ano, mas há sinais de desaceleração. A política do governo de promover um crescimento mais lento e sustentável tem enfrentado dificuldades devido à restrição de crédito para as empresas chinesas e ao impacto do aumento das tarifas sobre produtos chineses pelos EUA. Esse aumento causou uma queda na produção industrial, a menor redução em 17 anos registrada em julho. A guerra comercial com os EUA também diminuiu o volume de exportações do país. 

As crises econômicas ao redor do mundo repercutem na América Latina, como no caso do Brasil, a maior economia do continente sul-americano. O país, que se recupera aos poucos de uma profunda recessão, sofre os efeitos da oscilação dos ativos financeiros nos mercados mundiais. Além disso, em momentos de grande incerteza, os investidores globais tendem a sair de mercados emergentes, como o brasileiro. A desaceleração econômica da China, por sua vez, significa uma redução no número de produtos brasileiros importados pelo governo chinês.

Fontes:
The Guardian-Warning signs for global economy: the countries spooking investors

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