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EDUCAÇÃO

Países ricos reduzem ajuda internacional para a educação

Crianças da África subsaariana serão as maiores prejudicadas

Países ricos reduzem ajuda internacional para a educação
Mais da metade das crianças do mundo que não vão à escola estão na África subsaariana (Foto: Pixabay)

A educação é um importante pilar para o desenvolvimento de um país. No entanto, os países africanos podem estar longe de atingir este objetivo. Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação Global, da Unesco, a ajuda internacional em prol da educação não é uma prioridade entre os países doadores. A situação vai criar um buraco anual de US$ 39 bilhões entre 2015 e 2030.

O declínio ocorre porque países tradicionalmente doadores estão realizando cortes orçamentários. Os Estados Unidos e o Reino Unido, os dois contribuintes líderes, cortaram a ajuda em prol da educação em 11% e 9%, respectivamente. Enquanto isso, o continente africano continua lidando com buracos no orçamento. Com a corrupção, o cenário só fica pior

Além disso, diante da crise dos refugiados, os fundos em prol da saúde e da ajuda humanitária cresceram globalmente. Já a assistência em prol da educação ficou em US$ 12 bilhões em 2015, 4% abaixo do que era em 2010. Não é de se estranhar que a situação afete justamente aqueles que mais precisam, como a África subsaariana, onde estão mais da metade das crianças do mundo que não vão à escola.

Alunos em países como Burundi, República Centro-Africana e Etiópia continuam a enfrentar desafios para ter uma educação de maior qualidade. Estima-se que estes países não alcancem a educação universal básica antes de 2100. Apesar de a África subsaariana ter recebido a maior fatia da ajuda global em 2015 (US$ 1,3 bilhões ou 26% do total), a Unesco diz que isto representa quase a metade do que ganhou em 2002.

Segundo a Unesco, se as mulheres conseguissem terminar a educação primária, as mortes maternas seriam reduzidas em 70% na África Subsaariana. Se elas terminassem a educação secundária, reduziria em 60% o número de mulheres que ficam grávidas antes dos 17. A educação é um pilar para o desenvolvimento de qualquer país. Mas a África Subsaariana parece que não vão conseguir alcançar isso tão cedo.

Fontes:
Quartz-Rich countries are slashing their education aid and African children will be hit the hardest

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3 Opiniões

  1. Markut disse:

    Hobbes, no século XV, já via o homem como o lobo do homem. A história pregressa e posterior confirma.
    O Grande Arquiteto, lá encima, precisa providenciar um “recall” da humanidade.
    Só o homem foi ,e é ,capaz das barbaridades cometidas contra o seu semelhante.

  2. Natanael Ferraz disse:

    Pode ser politicamente incorreto, mas não faz sentido investir na educação do meu vizinho, ainda mais se um dia ele pode ser meu concorrente. A não ser que eu queira que ele trabalhe para mim.

  3. laercio disse:

    Óbvio que para ricos não vão investir em educação!
    Informação faz países pobres criarem poder!
    Vejam os exemplos da China e Índia!

    Para o Brasil a coisa é ainda mais complicada porque os estrangeiros sabem de nosso potencial, então a briga aqui é de maior importância!
    Eles não dão condições para que o Brasil cresça porque perderão enorme mercado consumidor é fornecedor de materia prima.

    Estrangeiros e apatridas estão implantando no Brasil uma rede de vigilância através de igrejas, associações, comissões, etc… Pois querem fiscalizar de perto qualquer possibilidade de nova ideologia ou crescimento, assim podem reagir eliminando o que para eles constituem uma ameaça!

    A melhor forma de fiscalizar nossas ações não são através de satélites mas sim colocando “ovelhas” no meio de nossa sociedade para levar informações que serão trabalhadas para fazer com que a desordem continue dentro do país!

    Você dúvida?

    Se a maioria do povo quer a ordem por que estamos constantemente na desordem?
    Para a pensa…
    Tudo isso é planejado!
    E interessa a quem?
    Quem é que compra nossa matéria prima?
    Quem é que furta nossa matéria prima? Vai lá no rio Xingu e veja, tem mais gente falando idiomas europeus do que tupi Guaraní ou português…
    São representantes de laboratorios internacionais extraindo as toxinas de nossa flora e fauna, para amanhã vende-Las para nós em forma de remédios…

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