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Para a indústria automobilística, a crise do setor na China é iminente

os sonhos de lucros intermináveis podem se transformar em profunda decepção em breve

Para a indústria automobilística, a crise do setor na China é iminente
O aumento das vendas de automóveis diminuiu e as taxas anuais de crescimento de dois dígitos não mais existem (Reprodução/Wikimedia)

Os executivos-chefes de muitas fábricas de automóveis estrangeiras, que foram à China há pouco tempo para visitar o Salão do Automóvel de Xangai, demonstraram otimismo quanto aos seus investimentos no país. A China ultrapassou os Estados Unidos como o maior mercado do setor automobilístico do mundo e nos últimos anos tem contribuído com um terço ou metade dos lucros globais de grandes fabricantes de automóveis. As empresas estrangeiras continuam a apostar na força e solidez da economia chinesa e, por meio das joint ventures que o governo chinês impõe como condição para investir no país, estão aumentando sua capacidade de produção.

Jochen Siebert, da empresa de consultoria JSC Automotive, calcula que as joint ventures inaugurarão novas fábricas na China no valor de US$12 bilhões neste ano e no próximo.

Mas, na verdade, os sonhos de lucros intermináveis podem se transformar em profunda decepção em breve. O aumento das vendas de automóveis diminuiu e as taxas anuais de crescimento de dois dígitos não mais existem. No primeiro trimestre de 2015, as vendas de veículos novos reduziram-se e a taxa anual de crescimento foi de apenas um dígito.

Essa taxa de crescimento não é suficiente para contrabalançar o excesso preocupante da capacidade de produção. Novas fábricas com capacidade de produzir 5,3 milhões de veículos leves por ano devem ser inauguradas em 2015 e em 2016. Porém, em comparação, no ano passado as fábricas chinesas venderam 22,8 milhões de carros.

Portanto, a redução da produção e a consequente diminuição de vendas de carros novos são inevitáveis em curto prazo. Os carros usados, antes desprezados, agora estão em alta, porque os consumidores perceberam que podem ser alternativas melhores do que um carro zero-quilômetro.

Fontes:
The Economist-The coming crash

1 Opinião

  1. rene luiz hirschmann disse:

    Crescer 7,5% ao ano é fantástico, não é possível um crescimento maior que 10% sempre, o importante é olhar para um mercado de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes e uma UE tentando sair de uma crise e o USA crescendo só 1% ao ano, temos muito chão para a China deixar de crescer, seus investimentos no mundo estão começando, hoje ela já é a maior economia do planeta, ela só perdia para USA no segmento bélico e isso já não esta mais acontecendo.

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