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Para que serve a taxa Selic?

A importância da Selic para a economia está relacionada ao controle da temida inflação

Para que serve a taxa Selic?
O Copom define a taxa Selic

Quem quer entrar em um financiamento ou está pensando em usar o cartão de crédito e o cheque-especial precisa ficar atento à variação da taxa Selic, a chamada taxa básica de juros. Isso porque mudanças no valor dela podem fazer toda a diferença na hora de pagar um empréstimo ou um financiamento. Com isso, além de afetar toda a economia, a taxa Selic traz consequências para o bolso do consumidor. Consequentemente, conhecer os efeitos dela não é só papo de economista, mas de quem compra.

“Em termos bem simples, a taxa Selic representa a taxa de juros de curto prazo, a taxa básica da economia brasileira”, explicou o economista Vítor Wilher, especialista do Instituto Millenium. Isso quer dizer que todas as outras taxas são definidas, em maior ou menor grau, a partir do valor da Selic, o que inclui taxas de crediários, do cheque-especial e as dos cartões de crédito. Resumindo,  se a Selic sobe os juros também sobem, e financiamentos e empréstimos ficam mais caros.

É importante lembrar que juro é um preço. Só que é o ‘preço’ do dinheiro, ou seja, quanto o dinheiro está valendo no mercado. Quanto menor for esse ‘preço’, menor será o custo para empresas e consumidores tomarem empréstimos.

Assim, a importância da Selic para a economia está relacionada ao controle da temida inflação, à subida generalizada de preços. “Quando o Banco Central resolve pelo seu aumento, tem como objetivo principal reduzir o crescimento da demanda, dado o encarecimento do crédito para o consumidor, a coordenação de expectativas sobre os preços futuros e uma apreciação da taxa de câmbio.”

O Copom define a taxa Selic

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne de 45 em 45 dias e determina o valor de acordo com o cenário econômico. “Participam dele o Presidente do Banco Central (que tem o voto de minerva), alguns Diretores, chefes de Departamento, gerentes e consultores. A reunião do Comitê é realizada ao longo de dois dias.” No primeiro, ocorre uma apresentação da conjuntura macroeconômica doméstica e internacional. Já no segundo, são feitas deliberações e a meta da taxa Selic é aprovada.

O novo valor da taxa deve estar de acordo com a meta de inflação (hoje em 4,5%), dado o crescimento da demanda. Com a taxa definida, o Banco Central compra e vende títulos públicos para os bancos comerciais, com o intuito de expandir ou reduzir o volume de reservas bancárias disponíveis no mercado, definindo, assim, a taxa de juros efetiva, aquela que de fato é praticada no mercado.

Segundo Wilher, a Selic sofreu um processo de queda nos últimos oito anos. Ela era de 26% ao ano em junho de 2003 e hoje está em 11,75%. Ao longo de 2010 a taxa de juros real (com o desconto da inflação) foi de 3,8% ao ano, um dos menores níveis históricos. O problema é que mesmo assim ela continua na lista das maiores taxas de juros do mundo.

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8 Opiniões

  1. theo renato disse:

    Esta taxa, na realidade, não controla nada. Apenas os juros que são pagos aos nossos tão depauperados banqueiros. Basta confronta-la com os juros praticados pelos cartões de crédito, por exemplo, para vermos que ela não passa nem longe dos juros cobrados.
    O que ela realmente faz é determinar o quantum de juros vai ser pago aos nossos credores.
    O resto é prosopopéia de economista para bovinos dormitarem.
    Basta dizer que as correspondentes “SELICs” pelo mundo civilizado estão próximas do zero por cento ao ano. Os economistas que devem ter conchavos com o des-governo aqui instalado ficam com conversa mole, tentando explicar o inexplicável. Tanto é que para uma demanda aproximada de inflação da ordem de 4,5 % ao ano, o BC fixou a taxa em 11,75 % ao ano, e com a ameaça nuclear de subi-la para píncaros acima dos doze por cento.
    O resto é papo furado par enganar a patuleia desvairada e embevecida com TV a LCD e carros em 75 parcelas (ou mais).
    Agora, segundo Wilher, a SELIC é uma grande parceira dos economistas de plantão e engajados na árdua tarefa de áulicos de Lulla e sua troupe. Que, provavelmente, não vão ao supermercado, à farmácia ou ao restaurante. Creio eu que este economista deve ser do tipo de estudioso que se esconde atrás de uma escrivaninha formulando baboseiras mil e tentando explicar o inexplicável.

  2. celso disse:

    “Cada meio ponto percentual a mais na taxa Selic representa despesa pública anual adicional de R$ 9 bilhões”, disse, por meio de nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
    E o resto que se exploda: saúde, previdência,, educação, segurança, investimento em infraestrutura, impostos, etc.etc.
    Aqui temos os juros por país, fica difícil concorrer:
    http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.whichwaytopay.com/world-interest-rates.asp

  3. Salim disse:

    Acontece que muitos dos paises desevolvidos estao a pagar juros reais negativos(descontada a inflaçao).
    No Brasil, este efeito é inexistente pelo simples fato da Taxa basica da economia brasileira estar ligada a Taxa de juros (constitucional)paga pela nossa famosa caderneta de poupança. Portanto e enquanto a nossa poupança pagar taxa real de seis por cento ao ano mais TR (que de certo modo substitui a inflaçao), nao teremos taxas SELIC reais(descontada a inflaçao)que possam se comparar aos baixos juros internacionais como desejam os nossos empresarios. Uma das consequencias seria a falta da oferta do credito bancario desviado e oferecido para a nossa institucional caderneta de poupança..

  4. Helio disse:

    E os empréstimos do BNDES não tem medo da Selic? Eu quero um

  5. Paulo Fernando disse:

    Parece um grande paradoxo ver uma inflação de 4,5% ao ano, com uma taxa selic quase 12% ano e um juros para os tomadores muito acima da selic. Basta comparar com os juros do cheque especial e de quem toma emprestimo em Banco, principalmente o setor produtivo. Parece que tudo isso não tem a menor explicação ou uma equação matematica exata e equilibrada. Há um desequilíbro muito forte para um determinado setor da economia que segura a ponta de uma extremidade que abusa extravagantemente nos gastos. Por outro lado um setor financeiro, com uma ganança de lucros estratoféricos que no final quem paga a conta é de toda a sociedade produtiva.

  6. Beraldo Dabés Filho disse:

    Eu não sabia que a taxa selic era de 26% ao ano em 2003 e caiu para 11,75 em 2010.

    Fico feliz, mesmo sabendo que ainda é uma das maiores do Mundo, porque a sua estupenda redução ocorreu exatamente durante o mandato do Presidente Lula.

    Nunca antes na história deste País…

  7. celso disse:

    Eita coisa boa, mais R$ 4,5 bi com os novos 0,25.
    Como desde que recomeçou o aumento de 9,5% até 12%já são 3,5% ou R$ 40 bi anuais,não tem politica que reduza a dívida publica. Creio que vão ressuscitar a CPMF que ao se abolida representava 40 bi.De algum lugar tem que sair o tutu.
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/governadores-dao-a-dilma-sinal-verde-para-cpmf
    Creio que nunca o dinheiro foi para a saúde.

  8. RAFAEL MARIANO disse:

    Boa Tarde!
    Prezados,

    Gostaria de estar sugerindo a publicação de uma matéria com informações sobre a relação da inflação com a prestação dos serviços de telefonia móvel, aumentos dos preços e se também pode diminuir o consumo ou aumentá-lo. Obrigado!

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