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Petróleo atinge menor valor em três meses

Em meio ao impasse entre a China e os Estados Unidos, investidores passaram a focar menos no setor de petróleo devido às tensões comerciais

Petróleo atinge menor valor em três meses
A Opep forneceu menos petróleo do que é solicitado pelos compradores (Foto: Bloomberg)

Na última segunda-feira, 3, os preços do petróleo marcaram o menor nível nos últimos três meses e meio, após uma queda de quase dez dólares em três sessões. A redução do valor é referente à fuga de investidores que estão abalados por tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

O Brent do Mar do Norte, em Londres, no Reino Unido, chegou a US$ 61,28 por barril, considerado o menor preço desde janeiro. Já em Nova York, nos Estados Unidos, o petróleo WTI reduziu para US$ 53,25, sendo o preço mais baixo desde o início de fevereiro.

Na Ásia, o Brent caiu para US$ 60,55. Em paralelo, o barril de WTI chegou a US$ 52,11, menores preços nos últimos três meses e meio, com uma queda de aproximadamente 12% nas últimas três sessões.

A principal preocupação dos investidores é a guerra comercial que ronda a China e os Estados Unidos. Desde o ano passado, os países estão sobretaxando diferentes produtos em uma intensa disputa comercial.

De acordo com analistas do grupo financeiro multinacional Goldman Sachs, “nossos economistas acreditam que as tarifas aplicadas pelos dois países poderiam reduzir o PIB mundial em 0,3% nos próximos três anos, e talvez mais se a China relatiar”, afirmou a nota emitida pelo grupo. Quando há um fator negativo que pode interferir no PIB mundial, normalmente a cotação do valor do petróleo é afetada.

Em contrapartida, a China acusou os Estados Unidos de serem os responsáveis pelo fracasso das negociações comerciais, dificultando uma possível solução em um curto prazo. Anteriormente, a China afirmou que não cederia às pressões comerciais americanas.

A preocupação se elevou após o aumento das reservas de petróleo nos Estados Unidos, que são os maiores produtores e consumidores do mundo.

De acordo com estimativas de diversas agências financeiras, a produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi reduzida em maio, o que significa que a organização forneceu menos petróleo do que o número que é solicitado pelos compradores.

Paralelamente, países como a Venezuela e o Irã continuam sofrendo consequências devido às sanções impostas por Washington sobre a exportação de petróleo.

Outros membros continuam focando seus esforços para limitar sua produção no contexto da Opep, além de aliados, como a Rússia.

De acordo com Tamas Varga, analista da corretora de petróleo PVM, a atual situação expõe que a produção de petróleo fora dos Estados Unidos não responde à demanda global, ou seja, “uma situação perfeita para que as reservas mundiais diminuam consideravelmente”.

O analista também ressaltou que existe um grande risco de tudo ruir na próxima reunião da Opep, na qual “o acordo de limitação de produção não será renovado”, aumentando assim, a oferta de petróleo no mercado.

A Opep+ deve se reunir nos próximos meses para definir se o acordo será, ou não, estendido.

Leia também: Lei impede novos investimentos petrolíferos no Colorado

Fontes:
AFP - Tensões comerciais derrubam preço do petróleo

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