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Mercado de trabalho

Polêmica da imigração ressurge com a crise econômica

Ocidente deveria acolher melhor os imigrantes. Da ‘Economist’*

Polêmica da imigração ressurge com a crise econômica
Crise diminuiu a imigração nos países ricos (Reprodução/Economist)

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A imigração é um assunto delicado mesmo nas melhores épocas, e não estamos em uma delas. A crise econômica erradicou milhões de empregos nos países ricos, tornando os seus governos especialmente sensíveis ao impacto da imigração sobre a demanda de trabalho autóctone. Essas preocupações são absurdas, uma vez que a imigração é contracíclica.

A recessão nos países ricos desencorajou alguns pretendentes a imigrante de tentar a sorte. Os EUA, por exemplo, têm experimentado um declínio agudo no número de mexicanos tentando cruzar a fronteira. A imigração para a Europa diminuiu. Alguns estudos sugerem que maiores fluxos imigratórios são o primeiro indicador de uma retomada do crescimento. Ainda assim, os governantes relutam em deixar que a migração flua para os seus mercados de trabalho.

Ao longo do ano passado, os governos dinamarquês, francês e italiano voltaram atrás com relação à obrigatoriedade de passaporte (a zona Schengen) e reintroduziram o controle parcial de fronteiras. Até o Canadá e a Austrália diminuíram a emissão de vistos de trabalho. David Cameron, primeiro-ministro da Inglaterra, impôs um limite imigratório. Países como Espanha, Japão e Dinamarca levaram essas políticas até a sua conclusão lógica, remunerando, com dinheiro vivo, imigrantes que concordem em voltar a seus países de origem.

As preocupações com a questão da imigração são compreensíveis, especialmente num momento em que a oferta de empregos é tão reduzida. A evidência de que imigrantes prejudicam os trabalhadores nativos, contudo, é fraca. E, com o passar do tempo, os imigrantes mais do que compensam, pois o fardo imposto sobre as áreas de saúde e educação, dentre outras, é de curto prazo.

Deixem os portões abertos
Os políticos deveriam ter um cuidado especial ao instigar o medo da imigração em seus eleitores. Há uma competição crescente por suas habilidades em outros lugares. A Ásia está rapidamente se tornando um ímã para imigrantes. A imigração é, como um todo, boa para as economias. Agora mesmo, os países ricos podem contar com toda ajuda econômica possível.

Em vez de mandar os imigrantes de volta para casa, com sua energia, habilidades, ideias e disposição para trabalhar, os governos deveriam encorajá-los a ficar. Caso contrário, outros governos podem acabar os acolhendo.

*Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

Fontes:
The Economist - Let them come

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3 Opiniões

  1. Eliahu Feldman disse:

    Como é frequente, as esquerdas têm uma postura de cartilha ideológica pré determinada, que nega a realidade dos fatos.
    A imigração à Europa, se em algum tempo já foi estimulante, de muitos anos para cá tornou-se um fardo, com populações inteiras que vieram não para se integrar ao “geist”europeu, mas para se estabelecerem em guetos nos quais os integrantes vivem da social democracia que os europeus criaram, isto é dos benefícios sociais pagos pelos que durante anos trabvalharam duro e pagaram altos e pesados impostos.
    Vide opiniões de diversos cantões da Europa queixando amargamente das populações de imigrantes que vivem dos “INPS’s” de lá e não fazem literalmente NADA de produtivo pelo país ao qual imigraram, talvez muito pelo contrário.

  2. João Cirino Gomes disse:

    Enquanto os brasileiros que buscam trabalho são enxotados da maioria dos países do mundo!
    No Brasil, bandidos assassinos ganham cidadania e apoio de seus iguais!

  3. rudy lang disse:

    Existem países que são as fontes de nossas civilizações. Todos os países da Europa e Ásia são exemplos dessas fontes. Esses devem se espalhar para países receptores de imigrantes, como é o caso dos países das Américas. Outros movimentos só causam problemas: misturar turcos com alemães,árabes e hindus com ingleses, líbios e etíopes com italianos é como misturar vinho com azeitae: no máximo produzem uma emulsão que logo se separará. E com a separação teremos os conflitos. Os fluxos de migração deve ser para as Américas e para a África. Qualquer outro fluxo produzirá péssimos resultados. Vide o que está acontecendo na Europa atualmente, que trocou 6 milhões de judeus por dezenas e dezenas de milhões de muçulmanos e hindus, que não têm nada a ver com a cultura européia.
    O mundo não pode continuar com esse contrasenso vulgarmente conhecido como a cultura do POLITICAMENTE CORRETO.

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