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Ciência e saúde

Por que as pesquisas científicas não entram em um consenso sobre a alimentação?

Comer ou não comer, eis a questão; ovo e carne vermelha são alimentos que a cada momento fazem bem ou mal para a saúde

Por que as pesquisas científicas não entram em um consenso sobre a alimentação?
Em 2010, segundo o Conselho de Orientação de Dieta dos Estados Unidos, o ovo fazia mal, portanto, só se deveria comer um ou no máximo dois ao dia (Reprodução/Wikipedia)

Nas pesquisas científicas é difícil achar um consenso sobre os benefícios e os malefícios de alimentos como ovo e carne vermelha. Uma hora eles fazem muito bem, mas de repente, eles viram inimigos do organismo. Por que isto acontece com tanta frequência?

Em 2010, segundo o Conselho de Orientação de Dieta dos Estados Unidos (DGAC, na sigla em inglês), o ovo fazia mal, portanto, só se deveria comer um ou no máximo dois ao dia. Em, 2011, a publicação científica europeia de nutrição médica, European Journal of Medical Nutrition, chegou à conclusão de que fazia bem. “Não aumentam o risco de doenças do coração”. Já em 2012, ele voltou a fazer mal, segundo a revista Artherosclerosis, que dizia que as gemas eram tão prejudiciais ao coração como fumar. Em 2013, a publicação científica britânica, British Medical Journal, retificou a informação, dizendo que fazia bem. “Não há relação entre o consumo de um ovo por dia e o aumento do risco de problemas cardiovasculares”.

“Estamos diante de uma investigação contínua”, explica Giuseppe Russolillo, diretor da Conferência Mundial de Nutricionistas e presidente da Fundação Espanhola de Nutricionistas (FEDN), à BBC.

O professor de nutrição, Duane Mellor, da Universidade de Nottingham, no norte da Inglaterra, explica que conforme se adquire mais conhecimento, mais a ciência se refina, “e algumas coisas que acreditávamos ser definitivas o deixam de ser”.

“Mas nós, cientistas e nutricionistas, temos de trabalhar melhor em como comunicamos a mudança, para que o público não fique confuso. E não somos muito bons nisso”, admite.

Contudo, os especialistas concordam que nem todos os trabalhos que são publicados têm bases sólidas nem fornecem fortes evidências. E parte do problema está no quão difícil é conseguir provas científicas aleatórias e controladas quando se trata de alimentação humana.

Russolillo também fala sobre uma questão ética. “Enfrentamos aquilo que chamamos de ‘prostituição profissional’: sociedades médicas que não trabalham com base em evidência científica e que, com conflitos de interesses, começam a dar recomendações à população”, disse. “Não existe uma fórmula fácil de resolver esse problema. Os cientistas precisam trabalhar com a indústria de alimentos, porque eles fornecem os materiais para fazer os testes. Mas a relação deve ser transparente e explicada publicamente”, disse Duane Mellor.

Fontes:
BBC Brasil-Por que os conselhos sobre alimentação mudam tanto?

3 Opiniões

  1. iosouza disse:

    Como disse sr. Natanael, somos onívoros!! Podemos comer qualquer coisa. Problemas ocorrem com o desequilíbrio: comer apenas ovos, muitos, muitos ovos. Comer somente ou muita, muita carne vermelha… Com ingestão variada, só saúde.

  2. Natanael Sperotto disse:

    A verdade é que nós humanos podemos viver 80 anos comendo qualquer coisa que tenha ou teve vida. Somos onívoros.

  3. Salim disse:

    Afinal ! faz bem? faz mal?. Esta materia nao esclarece nada, pelo contrario deixa o leitor mais confuso sobre o assunto.

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