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Porque a impressão de cédulas está se tornando menos lucrativa

Com mais transações financeiras ocorrendo sem a troca de moedas ou notas do que nunca, em breve chegará a hora de se livrar totalmente da impressão de cédulas

Porque a impressão de cédulas está se tornando menos lucrativa
Uma empresa que deveria estar lucrando muito é a De La Rue, uma gráfica britânica que fabrica cédulas de mais de 150 países e que hoje em dia é provavelmente a maior do setor (Reprodução/Alamy)

Em um mundo em que a expansão monetária e baixas taxas de juros aumentaram a demanda por dinheiro vivo, seria de se esperar que as empresas que imprimem as cédulas estivessem registrando resultados positivos. Uma empresa que deveria estar lucrando muito é a De La Rue, uma gráfica britânica que fabrica cédulas de mais de 150 países e que hoje em dia é provavelmente a maior do setor.

Mas em 26 de setembro a empresa divulgou um alerta de lucro, fazendo com que suas ações caíssem 34%. Os executivos da De La Rue alertaram os investidores de que eles deveriam esperar que a empresa gerasse lucros de US$ 110 milhões no ano que vem, cerca de US$ 21 milhões a menos do que os analistas haviam previsto.

Surpreendentemente, os analistas afirmam que é provável que a área de cédulas da empresa seja a responsável por esse desempenho fraco. Embora se considerasse que a mudança para notas de plástico aumentaria a lucratividade do setor, o efeito foi o contrário. Diz-se que a De La Rue ganhou a concorrência para imprimir as novas notas de plástico apenas porque ofereceu um grande desconto, o qual provavelmente também terá que oferecer para outros clientes no futuro. Isso não é um bom sinal para as margens da De La Rue ao longo dos próximos anos.

Mas a empresa é diversa. A empresa também imprime passaportes além das cédulas. Com o tempo é possível que isso se torne um mercado mais lucrativo que a impressão de cédulas. Com mais transações financeiras ocorrendo sem a troca de moedas ou notas do que nunca, e com argumentos fortes sendo feito por bancos centrais e acadêmicos que em breve chegará a hora de se livrar totalmente delas, o prognóstico para o setor de impressão de cédulas não parece promissor. E, na Grã-Bretanha, onde os passaportes nacionais são impressos pela De La Rue, os atrasos recentes da HM Passport Office em emitir os documentos sugere que a demanda atual por eles pode estar superando a oferta. Para a De La Rue fabricar passaportes pode ser um bom negócio agora que fabricar as cédulas não é mais um motivo para imprimir dinheiro.

Fontes:
The Economist-Polymer palava

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