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Presidente do banco central argentino renuncia

Luis Caputo havia assumido a função há apenas três meses. Mídia local aponta divergências com o ministro da economia argentino

Presidente do banco central argentino renuncia
Banco central argentino apontou questões pessoais como motivo da saída (Foto: Flickr/Creative Commons)

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O presidente do banco central argentino anunciou nesta terça-feira, 25, sua renúncia ao cargo. Luis Caputo, um renomado economista que comandou o ministério das Finanças antes de chegar ao cargo, havia assumido a função há apenas três meses, substituindo Federico Sturzenegger, que em junho deste ano também pediu demissão.

A renúncia de Caputo foi anunciada em um comunicado oficial do banco central argentino, que apontou questões pessoais como motivo da saída. “A renúncia se dá por motivos pessoais, com a convicção de que um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional irá restabelecer a confiança nas situações fiscal, financeira, monetária e de câmbio”, disse o comunicado.

Porém, a mídia local aponta divergências sobre a condução da economia entre Caputo e o ministro da Economia, Nicolás Dujovne. Segundo o jornal Financial Times, a notícia levou o peso desvalorizar quase 4% frente ao dólar.

Caputo será substituído no cargo por Guido Sandleris, experiente economista que já atuou no Minneapolis Federal Reserve, no banco central do Chile e no FMI.

Nesta terça, o porta-voz do FMI, Gerry Rice, disse que a instituição espera dar continuidade à estreita e construtiva relação com o banco central sob o comando de Sandleris. “Nossa equipe e o governo argentino continuam trabalhando intensivamente com o objetivo de concluir as negociações em um curto período de tempo”, disse Rice.

O programa de reformas econômicas foi lançado em 2015 – quando Mauricio Macri foi eleito presidente do país – e colocou a Argentina entre os países favoritos dos investidores na América do Sul. Porém, o aumento nas taxas de juros globais, a alta nos preços da energia e uma grande seca enfrentada pelo país ajudaram a empurrar a Argentina para a recessão e minaram o desejo de Macri trazer o país de volta à normalidade.

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