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Presidente do Banco Central da Argentina pede demissão

Anúncio ocorre dias após um acordo de empréstimo com o FMI e pode dificultar a recuperação econômica da Argentina, onde um dólar já custa 28 pesos

Presidente do Banco Central da Argentina pede demissão
Ministro das Finanças de Macri, Luis Caputo é o novo presidente da instituição (Foto: Wikimedia)

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Dias após o acordo financeiro entre Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente do Banco Central argentino, Federico Sturzenegger, pediu demissão. A decisão de Sturzenegger foi divulgada na última quinta-feira, 14, mesma data em que foi definido o novo presidente da instituição.

Agora, quem assume o Banco Central da Argentina é Luis Caputo, que estava no comando do Ministério das Finanças. Com o novo cargo de Caputo, o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, acumula funções e também fica no comando das Finanças, segundo informou o portal G1.

Em sua carta de demissão, direcionada ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, Sturzenegger agradeceu todo o apoio e confiança do presidente em seu trabalho, mas apontou uma “deterioração de credibilidade”.

“Nos últimos meses, diversos fatores foram deteriorando a minha credibilidade como presidente do Banco Central, atributo chave para levar adiante a coordenação das expectativas em importantes tarefas que me havia designado”, afirmou Sturzenegger no documento compartilhado nas redes sociais.

Apesar da substituição rápida, a saída de Sturzenegger pode dificultar a recuperação econômica da Argentina. O acordo, firmado com o FMI, previa diferentes ações do Banco Central argentino como forma de reestabelecimento cambial do peso argentino – moeda do país.

No mesmo dia da substituição do presidente do Banco Central, o peso argentino sofreu uma nova desvalorização frente ao dólar. Com a nova queda de 6,4%, um dólar está custando mais de 28 pesos argentinos. Desde a última semana de abril, a alta do dólar frente ao peso já atingiu 40%.

 

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