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sem acordo

Problemas no canal do Panamá

Uma discórdia de US$ 1,6 bilhão pode causar grande impacto sobre o comércio marítimo

Problemas no canal do Panamá
2014 é o ano de comemoração do centenário da obra (Reprodução/Internet)

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No dia 4 de fevereiro de 1889 a francesa Compagnie Universelle du Canal Interocéanique de Panama declarou falência, o que ficou marcado como o primeiro fracasso catastrófico na construção do canal do Panamá. Em 4 de fevereiro deste ano (o centenário da construção do canal, concluído em 1914) as negociações sobre a finalização da expansão do canal foram interrompidas. Os marinheiros, uma classe supersticiosa, não interpretarão esse fato como um bom presságio.

Após algumas semanas de negociações entre a Autoridade do Canal do Panamá e o consórcio GUPC, liderado pela Sacyr, uma empreiteira espanhola, e sua parceira italiana, a Salini Impregilo, os dois lados não conseguiram chegaram a um acordo sobre quem pagaria o valor de US$ 1,6 bilhão que excede o orçamento original de US$ 3,2 bilhões do projeto para expandir a via aquática. O consórcio GUPC afirmou que a empreitada estava “à beira do fracasso”.

A disputa ainda sem solução chamou a atenção para as rotas alternativas para navios de grande porte, como aquela que liga a Ásia aos EUA através de Suez, ou outras que utilizam trens e caminhões entre as costas americanas, ou mesmo uma solução que envolve transferir fábricas da Ásia para o México, afirmam especialistas.

 

Fontes:
The Economist-Dead Locks

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