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Meio ambiente

Produtores de óleo de palma tentam reverter a imagem de vilão ambiental

As empresas de extração e produção de óleo de palma estão tentando causar menos danos ambientais. Os governos poderiam ajudá-las a tornar esse projeto viável

Produtores de óleo de palma tentam reverter a imagem de vilão ambiental
A destruição causada pelo cultivo da palma em florestas tropicais e em turfeiras tem indignado os ambientalistas (Foto: Pixabay)

O óleo de palma transformou-se em um símbolo de agressão ao meio ambiente. Nos países em desenvolvimento em geral tem sido bem mais barato e fácil para os agricultores arar a floresta virgem do que melhorar a produtividade da área já cultivada. Por esse motivo, tem sido mais difícil conciliar a atividade agrícola com o crescimento sustentado e o meio ambiente do que em outros setores da economia.

No entanto, algumas das maiores empresas de extração e produção de óleo de palma, como uma reação ao papel de vilãs ambientais, têm feito esforços para adotar outras técnicas de cultivo, com menos impactos ambientais graves e mais sustentabilidade. Com essa iniciativa, é possível que essas criem novos modelos para outras formas de agricultura.

O óleo de palma usado em geral como óleo de cozinha, também está presente em diversos produtos desde biscoitos, chocolate, detergentes e cosméticos como shampoo. O óleo pode ser ainda transformado em biocombustível. Em teoria poderia ser benéfico para o meio ambiente, porque não é necessário ter uma grande área de terra para produzir uma tonelada de óleo de palma, a exemplo de óleos de outras culturas, como soja e girassol.

No entanto, tem uma delimitação geográfica, porque as áreas propícias ao cultivo situam-se em regiões tropicais de baixa altitude, em especial a Malásia e a Indonésia, que concentram quase 90% da produção mundial. A destruição causada pelo cultivo da palma em florestas tropicais e em turfeiras tem indignado os ambientalistas. Em razão do desflorestamento e da drenagem dos pântanos, a Indonésia é um dos países que mais contribuem para o aquecimento global.

As mudanças ambientais começaram em 2004 quando produtores e empresas que usam o óleo de palma realizaram uma Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO). Os organizadores da mesa-redonda convidaram também as ONGs que criticavam as técnicas usadas no cultivo da palma e na produção do óleo. A RSPO estabeleceu novos padrões de produção, como, por exemplo, a proibição do desmatamento de florestas virgens e a recomendação do uso do solo cuja propriedade tivesse um fundamento legal. Os participantes também criaram um sistema de certificação do óleo de palma, de acordo com as regras do novo padrão de produção.

Mas talvez a tarefa mais importante, tanto para os ativistas quanto para os produtores de óleo de palma, seja obter uma assistência maior de governos de países produtores de commodities, que até o momento tiveram um papel inexpressivo. Na Indonésia, o mapeamento oficial da terra é obsoleto e inconsistente e, em consequência, as autoridades continuam a permitir a produção de óleo de palma em regiões de florestas, mesmo em locais mais vulneráveis à degradação ambiental. As regras que exigem que os produtores explorem suas concessões de terra com rapidez, às vezes dão autoridade aos funcionários do governo de readquirir a posse de áreas que as empresas haviam escolhido para preservar, ou antes de terminarem as negociações com a população nativa.

Fontes:
The Economis - A recipe for sustainability

2 Opiniões

  1. ney disse:

    O Governo da Dilma, não tem interesse de fazer investimento no Brasil, e somente investimento em ações falidas, a exemplo; o Mal, Mau, investimento feito pela previdência dos correios que roubaram 5bi.

    O péssimo Investimento feita pela caixa econômica de mais de 3bi, para salvar o Banqueiro e apresentador Sílvio santos.

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Notícia completamente fundada no famoso charlatanismo ambiental. Se o mundo persistir em defender um ambientalismo centrado em terras improdutivas, não tem futuro, a menos para os países que abrigam estes jornalistas, que nunca são alvos de degradação do meio ambiente. A falácia dos argumentos não resiste a uma simples análise: desde quando áreas pantanosas devem ser prioritárias para um país ou comunidade? A drenagem dos pântanos sempre foi uma atividade humana reconhecidamente positiva, até a chegada ao poder destes cavaleiros da triste figura ecológica, que conseguiram inverter todos os valores da civilização humana em benefício da preferência pela pobreza, pela “sustentabilidade” das doenças tropicais como a malária, a dengue, o tifo e tantas outras, erradicáveis facilmente com o avanço da agricultura planejada. O charlatanismo ambiental não se restringe a ser um conjunto vergonhosamente equivocado de ideias. Ele se adequa perfeitamente aos interesses da camorra ambientalista que vende licenças, organiza o contrabando de produtos e explora as comunidades indígenas em nome de sua proteção.

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