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Produtores mundiais de petróleo enfrentam ameaças de protestos

A queda vertiginosa no preço do barril trouxe a ameaça de protestos em muitos países que têm no petróleo a base de suas economias

Produtores mundiais de petróleo enfrentam ameaças de protestos
Desde o ano passado, os maiores produtores mundiais de petróleo já perderam US$ 1 trilhão (Foto: Pixabay)

O petróleo é a espinha dorsal de muitas economias mundiais. Porém, a queda vertiginosa no preço do barril está fazendo a abundância do recurso em alguns países, antes tida como uma bênção da natureza, se tornar uma maldição.

Há um ano, o barril do petróleo era vendido por cerca de US$ 103. Na última segunda-feira, 24, o preço comercializado era de US$ 42, cerca de 6% mais barato do que o registrado na última sexta-feira, 21.

A queda trouxe a ameaça de protestos em muitos países que têm no petróleo a base de suas economias. No Iraque, onde o Estado Islâmico avança e o governo enfrenta uma crise política, ocorreram protestos contra a falha do governo em fornecer energia elétrica e em explicar para onde foi toda a renda proveniente do petróleo.

Na Rússia, líder mundial em produção de petróleo, a população está pagando muito mais caro por produtos importados, embora isso também seja causado pela desvalorização do rublo.

Na Nigéria e na Venezuela, cujas economias dependem quase totalmente da exportação de petróleo, protestos contra a instabilidade econômica aumentam a cada dia. No Equador, onde a renda gerada pelo recurso já caiu pela metade desde o ano passado, dezenas de milhares de pessoas tomam as ruas todas as semanas para protestar contra as políticas econômicas ineficazes do governo.

Até mesmo na rica Arábia Saudita, onde membros da família real esbanjam ostentação para reafirmar seu status social, o governo tem gastado cerca de US$ 10 bilhões por mês em operações de câmbio para garantir o pagamento das despesas. Além disso, o país está solicitando financiamento pela primeira vez desde 2007.

Outros países do Golfo Pérsico que dependem da exportação de petróleo, como o Kuwait, Omã e Bahrein, estão enfrentando déficit fiscal pela primeira vez em duas décadas.

“Os problemas têm sido grandes para esses países. Eles acreditavam que a queda no preço do barril seria passageira”, diz René G. Ortiz, ex-secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e ex-ministro de Energia do Equador.

Segundo Ortiz, a queda no preço do barril do petróleo fez os maiores exportadores de petróleo perderem um total de US$ 1 trilhão desde o ano passado.

Fontes:
The New York Times-From Venezuela to Iraq to Russia, Oil Price Drops Raise Fears of Unrest

1 Opinião

  1. Jsivaldo mélo disse:

    Tomara que esse crise passe rápido,antes que dei outros sinais de piora no brasil;ah exemplo do desemprego que se tornou incontrolável.

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