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Abertura de capital

Quando alguns acionistas são mais iguais que os outros

Os grandes mercados de ações estão permitindo que empresas como a Alibaba marginalizem alguns de seus acionistas

Quando alguns acionistas são mais iguais que os outros
Tecnicamente, cada ação da Alibaba confere direitos iguais ao comprador, mas esses direitos são circunscritos (Reprodução/Internet)

A estreia da Alibaba – um grupo chinês de comércio na internet – na bolsa de valores de Nova York foi um grande sucesso. Na última sexta-feira, 19, a gigante chinesa registrou o maior IPO (oferta inicial na bolsa) da história, superando o recorde do Banco Mundial de Agricultura da China em 2010 e também a entrada do Facebook em 2012. No entanto, em meio à euforia, uma característica preocupante deste IPO foi esquecida: os acionistas que investirem na Alibaba terão pouco controle sobre os rumos da empresa.

A listagem da Alibaba ocorreu em Nova York simplesmente porque a bolsa de valores de HongKong, um lugar mais natural para a empresa asiática, insiste que os acionistas mantenham controle sobre a gestão da empresa de acordo com sua participação. Os donos da Alibaba rejeitaram esta exigência e preferiram levar o seu negócio para uma bolsa mais flexível.

Tecnicamente, cada ação da Alibaba confere direitos iguais ao comprador, mas esses direitos são circunscritos. Um grupo de 30 gestores, incluindo o presidente da empresa, Jack Ma (na foto acima), irá controlar nomeações para a maioria dos assentos no conselho. De acordo com os contratos do IPO, o grupo “pode ​​tomar decisões com as quais você [acionista] discorde, incluindo decisões sobre temas importantes, como remunerações, a sucessão da gestão, estratégia de aquisições e nossa estratégia comercial e financeira”.

A Alibaba diz que essa estrutura é necessária para preservar a cultura da empresa. Não é diferente de muitas empresas de tecnologia, tanto chinesas como americanas, que têm duas ou mais categorias de ações, algumas das quais conferem mais poder sobre o funcionamento da empresa do que outras. Os defensores de tais distorções argumentam que elas permitem que os fundadores de empresas levantem o capital necessário para perseguir seus objetivos de longo prazo, sem ter que lidar com mudanças de humor repentinas de investidores.

Fontes:
The Economist- Out of control

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