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ECONOMIA EUROPEIA

Recuperação lenta traz futuro indefinido à zona do euro

A análise da economia dos países da zona do euro mostra um cenário indefinido para um futuro próximo

Recuperação lenta traz futuro indefinido à zona do euro
O ritmo lento da recuperação econômica dos países europeus tem sido decepcionante (Foto: Geograph)

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A recuperação econômica dos 19 países da zona do euro tem sido lenta. O crescimento aumentou 0,5% no primeiro trimestre de 2015, em comparação com o último trimestre de 2014, o melhor desempenho desde o início da recuperação econômica no primeiro semestre de 2013. Desde então, o ritmo do crescimento diminuiu para 0,4% no segundo trimestre e para uma taxa trimestral em média de 0,3% no segundo semestre do ano passado. Mas o PIB da zona do euro no último trimestre de 2015 ainda era inferior ao nível mais alto antes da crise econômica no início de 2008, enquanto o PIB dos Estados Unidos é de quase 10% acima da maior taxa do final de 2007.

O ritmo lento da recuperação econômica dos países europeus tem sido decepcionante, sobretudo, em razão de a zona do euro ter se beneficiado de um duplo estímulo. Em primeiro lugar, a queda nos preços da energia causada pelo colapso do preço do petróleo teve o mesmo efeito de um corte de impostos e estimulou o consumo, o principal fator de incentivo à recuperação. Em segundo lugar, a política de flexibilização quantitativa, ou seja, a emissão de dinheiro para comprar ativos financeiros implementada desde março de 2015 pelo Banco Central Europeu (BCE), aliada à adoção das taxas de juros negativas em junho de 2014, manteve a cotação baixa do euro, o que ajudou os exportadores e contribuiu para um excedente de 3,7% do PIB em 2015.

As perspectivas de crescimento em 2016 são mais fracas e não têm uma definição precisa após as fortes quedas nos mercados de ações europeus, em especial das ações dos bancos, desde o início do ano. Na medida em que essa queda dos mercados de ações diminui a confiança do consumidor e do setor empresarial, é provável que reduza o crescimento. A desaceleração da China e dos países emergentes, que representam um quarto das exportações da zona do euro, irá prejudicar as empresas de exportações e, em consequência, dificultará a recuperação econômica. O efeito na Alemanha será ainda mais acentuado, porque o mercado chinês tem sido lucrativo para suas exportações de bens de investimento e carros de luxo.

Apesar desses obstáculos, até certo ponto a recuperação econômica se manterá inalterada por três motivos. Os preços baixos do petróleo vão aumentar ainda mais os orçamentos familiares. É possível que o BCE decida manter a flexibilidade de sua política monetária, por ocasião da reunião de seu Conselho de Administração em março. E as despesas com refugiados, sobretudo na Alemanha, proporcionarão um estímulo fiscal modesto.

Fontes:
The Economist-European economic guide

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Mais um artigo dos inúmeros artigos do O&N, demonstrando com muita clareza que a crise econômica é internacional. Mas, a do Brasil tem sido retratada sempre como culpa exclusiva do PT. Incongruência? Não! Conveniência, pela evidente posição político-ideológica.

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