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Assistencialismo

Redistribuir renda vira febre no mundo em desenvolvimento

Um quinto da população de países em desenvolvimento se beneficia de pelo menos um programa assistencialista

Redistribuir renda vira febre no mundo em desenvolvimento
A Índia, como o Brasil, mantém programas assistencialistas há décadas (Reprodução/Bloomberg)

Programas de redistribuição de renda em países em desenvolvimento não são uma novidade. O Brasil tem o Bolsa Família e a Índia algo parecido há décadas. Mas, nos últimos anos, o número de pessoas beneficiadas por esses programas aumentou muito em todo o mundo. Hoje, de acordo com dados da revista Economist, um quinto de todos os que vivem em países em desenvolvimento se beneficia de pelo menos um programa que visa reduzir a pobreza.

Um levantamento do Banco Mundial encontrou apenas nove países sem algum esquema antipobreza, como pagamentos baseados em renda, em troca de trabalho ou subsídios alimentares. Repasses sem condicionantes estão se tornando populares na África, onde 37 países passaram a ter tais programas a partir de 2013, 16 a mais que em 2010.

Dificuldades envolvendo quem incluir no programa e como verificar identidades na hora do repasse significam que recursos dos países em desenvolvimento muitas vezes são transferidos para pessoas erradas. Graças a fraudes, irregularidades nos critérios de adesão e à falta generalizada de transparência, apenas um terço dos beneficiários se enquadram no quinto mais pobre dos países onde vivem. Alguns estão até muito bem de vida.

Fontes:
The Economist - Casting a wide net

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