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Saúde

Relatório revela que 400 milhões não dispõem de serviços básicos de saúde

Relatório feito pela Organização Mundial de Saúde e pelo Banco Mundial analisou o acesso global aos serviços de saúde considerados essenciais

Relatório revela que 400 milhões não dispõem de serviços básicos de saúde
Relatório revela ainda que cerca de 6% da população em 37 países de renda média e baixa vivem na pobreza (Foto: Pixabay)

De acordo com um novo relatório da Organização Mundial de Saúde e do Banco Mundial, pelo menos 400 milhões de pessoas não têm acesso aos serviços básicos de saúde. Os órgãos descreveram o documento como uma “chamada de alerta” sobre os desafios de alcançar uma cobertura universal de saúde.

O relatório também revela que pelo menos 6% da população, em 37 países de renda média e baixa, estão vivendo na pobreza, porque o dinheiro deles tem de ser gasto em saúde. Esse resultado por si só sugere que os mais pobres poderiam ficar numa situação ainda pior com o aumento global dos gastos com a saúde.

“As pessoas mais desfavorecidas do mundo estão perdendo até mesmo a maioria dos serviços básicos”, disse Marie-Paule Kieny, diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação. O relatório foi divulgado na Conferência das Nações Unidas em Nova York.

O diretor sênior de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, Timothy G. Evans, disse que os resultados ilustram a vulnerabilidade dos mais pobres do mundo com despesas de saúde. “Este relatório é um chamado de alerta”, disse. “Isso mostra que nós estamos longe de alcançar a cobertura universal de saúde”.

Os resultados também poderiam ajudar a medir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte de uma agenda mais ampla realizada pelas Nações Unidas. As 17 metas incluem acabar com a pobreza e a fome, além de garantir uma vida saudável e bem-estar para as pessoas de todas as idades. A cobertura universal de saúde foi amplamente definida no relatório como “todas as pessoas que recebem os serviços de saúde de qualidade que precisam, sem serem expostas a dificuldades financeiras”.

O relatório analisou o acesso em todo o mundo aos serviços de saúde considerados essenciais, incluindo o planejamento familiar, pré-natal, a assistência aos partos, vacinação infantil, a terapia para combater o HIV e a AIDS, o tratamento da tuberculose e acesso à água potável e ao saneamento. Os resultados mostraram que 400 milhões de pessoas não tinham acesso a pelo menos um desses serviços.

O relatório constatou que em países de baixa e média renda, 6% da população tinham sido reduzidas à pobreza – definida como vivendo com US$ 1,25 por dia – por causa das despesas de saúde. Se a pobreza for definida como viver com US$ 2 por dia, a parcela da população nesta categoria sobe para 17%.

 

Fontes:
The New York Times-400 Million Lack Basic Health Services, Report Finds

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