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Onde a primavera floresceu

Revista ‘Economist’ elege o país do ano

2014 foi um ano difícil para muitos países, mas alguns, em especial um deles, mereceu parabéns. Saiba qual

Revista ‘Economist’ elege o país do ano
O segundo colocado na competição foi a Indonésia, o maior país mulçumano do mundo, onde um político moderno derrotou o antigo regime militar (Reprodução / Internet)

Mesmo com uma dose de otimismo, é evidente que 2014 foi um ano bem problemático. Entre guerras, doenças e conflitos, os últimos 12 meses com frequência deram a impressão de ser um revezamento sangrento dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Porém, com uma observação mais minuciosa e em meio a tanta infelicidade, existem motivos de otimismo. Talvez por ousadia ou estoicismo, há vários candidatos que merecem o título de país do ano da revista The Economist.

Os dois principais competidores para o título de  2014 ganharam renome e respeito pela demonstração de maturidade política que, assim como as grandes realizações, envolveu seus líderes e o povo.

O segundo colocado na competição foi a Indonésia, o maior país mulçumano do mundo, onde um político moderno derrotou o antigo regime militar em uma eleição justa, mas carregada de rancor. O novo presidente, Joko Widodo, partidário de uma reforma política, abriu as portas do país à modernidade e à prosperidade.

O vencedor é um país muito menor, mas o simbolismo é mais importante do que o tamanho. O idealismo criado pela Primavera Árabe mergulhou os países muçulmanos em um banho de sangue e extremismo, com uma brilhante exceção: a Tunísia, que em 2014 adotou uma das constituições mais progressistas do mundo árabe e realizou eleições parlamentares e presidencial (o segundo turno da eleição presidencial ocorreu em 21 de dezembro com a vitória do partido islâmico moderado). A economia luta para progredir e o regime político é frágil; mas o pragmatismo e a moderação da Tunísia alimentaram a esperança em uma região infeliz e em um mundo em turbulência. Mabrouk, Tunísia!

Fontes:
Economist - Hope Springs

6 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    O país do ano deveria ser o Brasil; um país que tem tudo para dar certo mas que, democraticamente, insistiu em fazer tudo errado em 2014.

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    Um detalhe sobre o imagem ilustrativa do artigo: se tanto a Indonésia, que ocupa o segundo lugar na lista da revista ‘The Economist’ (e é o país de maior população muçulmana do mundo, como destacado no artigo), quanto a Tunísia, primeira colocada nessa avaliação, são países de maioria muçulmana, por que a imagem de um templo budista? E que parece não estar localizado em nenhum dos dois países citados? Pra mim, isso é uma ‘barriga’ de O&N…
    De resto, nem vale a pena a comparação entre Brasil da era PT com Indonésia, Tunísia, Costa Rica, ou qualquer outro país que esteja seguindo um caminho político racional para a modernidade!

  3. Carlos disse:

    As notícias sobre o Brasil do ‘Economist’ são somente sobre a péssima gestão da Dilma, sua própria herança maldita, a corrupção na Petrobrás, crise de água e ações despencando.

  4. Joaquim Caldas disse:

    E como ficou o Costa Rica?
    O Brasil deve ser o pior ,pra quem governa sob as ordens de Cuba,pior de que Cuba só o Brasil.

  5. Áureo Ramos de Souza disse:

    Eu vou fazer a mesma pergunta do amigo Vitafer. O bom seria fazer uma lista dos 10 melhores no mundo já que esta revista Economist fala muito ou melhor escreve muito sobre o mundo.

  6. Vitafer disse:

    Parabéns aos dois países. E o Brasil, em que lugar ficou?

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