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Motores de avião

Rolls Royce estagnada

É preciso reformular a estratégia de negócios da segunda maior empresa de fabricação de motores a jato do mundo

Rolls Royce estagnada
Todas as áreas da empresa estão com um desempenho deficiente (Foto: Rolls Royce)

Para uma empresa conhecida por fabricar motores de alta velocidade, a Rolls-Royce parece ter se imobilizado em sua pista de corrida. Em 6 de julho, um dia depois de o novo CEO, Warren East, ter assumido o cargo, a empresa emitiu um aviso de lucro trimestral abaixo do esperado, o quarto em 18 meses. Após ter tido um lucro de £1,6 bilhão (US$2,5 bilhões) antes do pagamento de impostos em 2014, a expectativa atual é de um lucro de £1,4 bilhão este ano. Portanto, não causa surpresa que o descontentamento dos investidores e analistas com relação à estratégia da empresa tenha aumentado.

Na administração do predecessor de East, John Rishton, a Rolls tentara não se concentrar tanto na fabricação de motores de avião. A produção de outros equipamentos para uso em terra ou no mar poderia ajudar a manter os lucros, mesmo em épocas de crise no setor de aviação. A Rolls também esperava que com o investimento nessas áreas, haveria um retorno de capital maior do que com a fabricação de motores de avião e, em consequência, teria um aumento na rentabilidade da empresa.

Mas os analistas temem que essa estratégia não esteja mais funcionando. Os diversos avisos de lucros trimestrais abaixo do esperado revelaram que todas as áreas da empresa estão com um desempenho deficiente. No início, a empresa justificou a queda de rentabilidade em razão da diminuição da demanda de motores a jato de aviões militares. Em seguida, a Rolls disse que o baixo preço do petróleo e uma economia deteriorada estavam prejudicando a demanda de turbinas de geração de energia e motores marítimos. Agora, segundo o último aviso de corte da projeção de lucro, o departamento de aviação civil também está com dificuldades.

Na opinião de alguns analistas as diversas áreas de atuação da Rolls Royce teriam um desempenho melhor se houvesse uma divisão operacional na empresa. A venda ou cisão do departamento de menor porte de produção de equipamentos de terra e mar poderia aumentar o valor do resto da empresa em 20%, de acordo com Rami Myerson do banco Investeck. Do ponto de vista dos investidores seria preferível arriscar o dinheiro em uma empresa focada no setor aeroespacial, do que em uma companhia com uma atividade muito diversificada.

Fontes:
The Economist-Hitting turbulence

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