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Sucessão à vista no conglomerado coreano

Herdeiro do grupo precisará adaptar empresa a um mercado em constante mudança

Sucessão à vista no conglomerado coreano
Em maio, Lee, de 72 anos, sofreu um ataque cardíaco. Ele ainda está no hospital (Reprodução/Bloomberg)

O grupo Samsung, cujas 74 empresas têm uma receita anual de mais de US$ 387 bilhões e 369 mil funcionários, está envolvido em vários tipos de negócios, desde a fabricação de máquinas de lavar roupas a  resorts de férias, contêineres e até seguro de vida. Mas é sua divisão de eletrônicos que realmente orgulha o patriarca, Lee Kun-hee (na foto, à esquerda). A Samsung superou seus rivais japoneses para se tornar líder mundial neste setor, superando todos os concorrentes na venda de chips de memória, TVs de tela plana e smartphones.

Agora a Samsung atingiu um ponto em seus 76 anos de existência em que é preciso mudar. A empresa não está enfrentando ameaças existenciais, mas o mundo em torno dela está em fluxo e a Samsung tem de se adaptar de cima para baixo.

Em maio, Lee, de 72 anos, sofreu um ataque cardíaco. Ele ainda está no hospital. Seu único filho homem, Lee Jae-yong, parece pronto para assumir o controle dos principais negócios da Samsung, enquanto suas duas filhas irão assumir algumas empresas menores. Lee Jae-Yong, agora com 46 anos, entrou para a Samsung Electronics em 2001 e dez anos depois conquistou o título de vice-presidente.

Além de alguns poucos fatos biográficos, pouco se sabe sobre ele. Muitos acham que ele ainda não provou sua capacidade como administrador. Apesar dos melhores esforços do setor de relações públicas da Samsung, a maioria dos coreanos ainda o associa com o eSamsung, um empreendimento na internet desastroso.

Aqueles que o conhecem pessoalmente dizem que ele é acessível e despretensioso, o contrário do pai, que é conhecido por seu estilo imperial. A personalidade mais contida do filho pode ser exatamente o que a Samsung Electronics, em particular, precisa agora. Para prosperar, a empresa precisará atrair talento técnico e conviver bem com parceiros.

 

Fontes:
The Economist-Waiting in the wings

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