Início » Economia » Os países que mais perdem mentes talentosas
Emigração

Os países que mais perdem mentes talentosas

Países pobres, como o Vietnã, e pequenas nações, como o Chipre, exportam uma grande quantidade de inventores

Os países que mais perdem mentes talentosas
China incentiva os cidadãos que se destacam a voltar ao país (Foto: Flickr)

Os países pobres queixam-se com frequência – e quase sempre com razão – que seus melhores talentos migram para outros países. Quanto mais pobre o país, maior é a proporção de inventores que parte para outros lugares em busca de circunstâncias mais favoráveis de trabalho. Segundo dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, de 2007 a 2012, 86% dos vietnamitas que registraram patentes estavam trabalhando no exterior. Por sua vez, só 8% dos inventores noruegueses viviam no exterior, ao fazerem registros de patentes.

Leia também: A migração de talentos

Porém isso não significa que os países terão um grau maior de competência, se evitarem que suas mentes mais talentosas emigrem para outros países. Mesmo se fosse possível identificar quem seriam as pessoas com uma inteligência brilhante e lhes confiscassem o passaporte, nem todas se transformariam em inventores. É possível que algumas terminassem como varredores de rua por falta de oportunidade em seus países de origem. É mais sensato deixá-las partir para lugares onde seus talentos serão mais bem aproveitados e, depois, tentar atraí-las de volta (como faz a China) ou, pelo menos, tentar convencê-las a usar a inteligência em benefício de seu país natal.

Diversos países não seguem esse padrão linear de comportamento. Pequenas nações como Chipre, Islândia e Luxemburgo exportam uma grande quantidade de inventores, apesar do crescimento econômico. Mas é uma migração previsível, porque em geral as oportunidades acadêmicas e de negócios são mais escassas em pequenos países. Por outro lado, países grandes como Estados Unidos e China retêm grande parte de seus inventores, ao contrário da Índia. Já a Estônia é um caso atípico. Embora seja um país pequeno poucos inventores estonianos partem para o exterior, em decorrência do crescimento econômico dos últimos anos e do elevado nível cultural da população.

Fontes:
Economist-Whose brains are draining?

3 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    A matéria nem se deu ao trabalho de mencionar o Brasil.Não é o caso.

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    Ludwig,
    É o caso do Brasil também, sim. O Brasil tem gente séria e talentosa em vários campos da ciência, mas que sofre com a penúria sistêmica do incentivo à pesquisa científica no Brasil (vide outro artigo de O&N: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/pesquisadores-brasileiros-reclamam-de-corte-de-verba/). Isso é outra consequência cruel da falta de importância que os sucessivos governos deste trataram e tratam a Educação, que sempre foi vista como ‘custo’ e não como ‘investimento’. O ‘capital humano’ nacional (s melhores mentes, os mais bem formados), perante a incapacidade de produzir intelectualmente no Brasil, se vê forçado a emigrar, até por questão legítima de subsistência! E isso também é perda de recursos públicos investidos na formação dessas mentes, em sua maioria oriundos de faculdades públicas.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    O Brasil também perderia mentes talentosas, mas não é o caso.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *