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Trump flexibiliza sobretaxa ao aço e beneficia o Brasil

Coreia do Sul e Argentina também podem ser beneficiadas com o reajuste de Trump a respeito das tarifas ao aço e alumínio

Trump flexibiliza sobretaxa ao aço e beneficia o Brasil
Brasil foi, em 2017, um dos principais exportadores de aço para os EUA (Foto: Donald J. Trump/Twitter)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou decretos na última quarta-feira, 29, que flexibilizam a taxação do aço e do alumínio em alguns países. Com a nova medida, Brasil, Argentina e Coreia do Sul podem ser beneficiados.

“À luz de minhas determinações, considerei ser necessário e apropriado, diante dos nossos interesses de segurança nacional, fazer quaisquer ajustes correspondentes à tarifa e às cotas impostas pelas proclamações anteriores”, explicou Trump sobre a sua decisão no item 5 do documento sobre o reajuste, que está publicado no site da Casa Branca.

Segundo a justificativa de Trump, as empresas que comprovarem a falta de matéria-prima no mercado interno poderão negociar com outros países, como o Brasil, sem a implementação das sobretaxas.

“Tal alívio deverá ser fornecido para um artigo de aço somente após um pedido de alívio ser feito por uma parte, diretamente afetada, localizada nos Estados Unidos. Essa isenção pode ser fornecida às partes diretamente afetadas por cada partido, levando em consideração a disponibilidade regional de determinados artigos, a capacidade de transportar artigos dentro dos Estados Unidos e quaisquer outros fatores que o Secretário [de Comércio] julgue apropriados”, afirmou o presidente.

Brasil e Coreia do Sul foram, em 2017, dois dos principais exportadores de aço para os Estados Unidos. Depois que as sobretaxas foram aplicadas, o mercado brasileiro diminuiu o ritmo. Segundo o Instituto Aço Brasil, a quantidade de aço embarcada no primeiro semestre, se comparada com o mesmo período de 2017, teve uma queda de 5,7%. O valor, por outro lado, cresceu 16% devido ao aumento das tarifas.

A implementação das tarifas também fez com que as projeções do mercado do aço brasileiro também caíssem. Enquanto, anteriormente, a expectativa era de um crescimento de 27,7%, depois do anúncio das sobretaxas a expectativa de alta foi de apenas 18,3%. Em produção, a expectativa era de um crescimento de 8,6%, mas caiu para 4,3%. Em quantidade, o aumento esperado era de 10,7%, mas passou para um recuo de 0,6%, segundo dados do portal G1.

Em março, os Estados Unidos começaram a aplicar novas tarifas às importações do aço e do alumínio a diferentes países do mundo. Os americanos impuseram uma sobretaxa de 25% para o aço e 10% para o alumínio. Inicialmente, Brasil e outros países aliados foram deixados de fora, mas depois também foram afetados pela política protecionista de Trump.

 

Leia também: Sobretaxas ao aço começam a afetar os EUA
Leia também: Entenda a questão das tarifas dos EUA ao aço e alumínio

Fontes:
Agência Brasil-Trump assina medidas que aliviam importações de aço para os EUA
G1-Trump flexibiliza sobretaxa do aço e beneficia Brasil, Argentina e Coreia do Sul

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Brasil e Coreia do Sul foram, em 2017, dois dos principais exportadores de aço para os Estados Unidos. Depois que as sobretaxas foram aplicadas, o mercado brasileiro diminuiu o ritmo. A quantidade de aço embarcada no primeiro semestre, se comparada com o mesmo período de 2017, teve uma queda de 5,7%. O valor, por outro lado, cresceu 16% devido ao aumento das tarifas. A questão de risco moral, é o maior proporcional antes de tirarmos lucros brutos do processo fabril, a preocupação é maior do que as tais sobretaxas. Vamos colocar, o pagar menos por ter mais para elaboração de idéias chaves – sua decisão pode deixar o sistema financeiro desanimado ou assustado, isso que porventura é o Trump, imagina se fosse um guaipeca brabo. A perda de credores, vem aumentando em alguns momentos de elaboração de taxas e sobretaxas, comuns ao mercado norte-americano. Por fim algumas autoridades monetárias querem adotar essas abordagens para orquestrar impactos futuros, como a partir de estimativas aproximadas e a conferencia de tais fatos para recorrer aos juros, Odebrecht não poderá participar de obras do novo governo Mexicano por exemplo, devido a essas situações sobretaxadas e o acúmulo de pagamentos de propinas, a tentação é trilhar um novo caminho de regular prejuízo mínimo e lucro máximo.

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