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Previsões econômicas

Um futuro espinhoso espera o Brasil

Risco de inflação, aumento do preço dos alimentos e racionamento de energia apontam um 2013 árduo para a economia brasileira

Um futuro espinhoso espera o Brasil
Em 2013, inflação pode aumentar ainda mais o preço dos alimentos (Reprodução/Internet)

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Ultimamente, as notícias sobre economia vêm decepcionando cada vez mais os brasileiros. Depois do fraco crescimento da economia no ano passado, agora é a vez do fantasma da inflação assombrar o país, tornando as previsões cada vez mais pessimistas. Em 2012, os preços subiram 5,84% — acima das expectativas do mercado, ficando pelo terceiro ano consecutivo próximo ao limite de 6,5% estabelecido pelo Banco Central.

Leia também: Financial Times acusa governo brasileiro de usar ‘jeitinho’ na economia

A verdade é que se o governo não tivesse limitado o preço máximo do petróleo e congelado as tarifas do transporte público municipal antes das eleições de outubro de 2012, a inflação provavelmente teria fechado próximo ao limite de 6,5%. Em 2013, a previsão é que tanto o preço do petróleo quanto a tarifa dos transportes voltem a subir. O fim do corte nos impostos sobre automóveis é outro fator que impulsionará a inflação.

A maioria dos analistas acha que a inflação será de cerca de 6% este ano. Semana após semana, eles estão reduzindo suas previsões para o crescimento econômico do Brasil em 2013, agora em cerca de 3%.

A resposta do governo para as más notícias alimentou ainda mais os temores de que o Brasil pode estar prestes a enfrentar um longo período de inflação alta e crescimento baixo. Irritada com as críticas, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que o Brasil continua crescendo mais rápido do que a Europa. Mas a maioria das outras economias emergentes, incluindo as da América Latina, estão fazendo muito melhor.

Mais preocupante ainda são os planos do governo para enfraquecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde o ano 2000 e que cumpriu a missão de limpar a bagunça deixada por décadas de inflação alta. Se o Congresso concordar, como parece provável, o governo federal vai ser capaz de cortar impostos sem ter que dizer como vai compensar a queda da Receita.

A principal fonte de otimismo é a rodada de concessões prevista para este ano. Isso mostra que o governo é sério quando se trata da luta contra gargalos, e não é muito apegado às suas formas estatais.

Mesmo assim, parece que 2013 será um ano árduo para o país, que corre o risco de enfrentar racionamento de energia devido à seca. Dilma Rousseff pode não ser uma pessoa muito religiosa, mas deve estar rezando por chuva.

Fontes:
The Economist-Wrong numbers

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4 Opiniões

  1. Mauricio Fernandez disse:

    O que realmente impressiona a todos é notar que Dilma adota um sistema para a economia amplamente superado de forma comprovada. Ninguém, nem em sonhos esperou isso da Dilma.

  2. josiane disse:

    Almejamos o crescimento do Brasil, acima de tudo queremos que ele abranja a todos não somente uma minoria da população, não queremos cortes em investimentos sociais e no que é público, não podemos regredir,a dignidade o reconhecimento dos individuos como sujeitos de direitos continuem e se amplie.
    A verdade é que todo o mundo sofre quedas em suas economias, iisto é o principal caractéristica do sistema capitalista um exemplo é o crescimento da China grande potência que foi de 8,7 resultado abaixo do esperado.
    Claro que estamos ansiosos pelo destino que o Brasil traçara, somente o que não podemos é nos alienarmos e acreditarmos em tudo o que é posto muitas vezes de forma contraditoria e sem fundamento.

  3. francisco paulo cavalcante disse:

    Um governo que caminha manipulando os numeros da economia escondendo a real situação do país perde credibilidade em todos os segumentos e isto terá uma reação em cadeia sobre os investidores .A liás mexer com a pilastra de sustentação a lei de responsabilidade fiscal criada na era FHC , é retogrado fará mau ao Brasil PENSANDO BEM ESTÁ NA HORA DOS CARA PINTADA SAIR PARA AS RUAS ANTES QUE SEJA TARDE

  4. helo disse:

    Josiane,
    Infelizmente os países comunistas fracassaram.
    De fato a economia do mundo sofre altas e baixas, e sabemos que baixo crescimento e inflação atinge os mais pobres.
    Nosso país não pode continuar crescendo menos que todos. Nossos impostos, os mais altos do mundo, precisam ser investidos com sabedoria e responsabilidade. Óbvio que a criação de 32 novos ministérios não ajudam.
    Dilma ao nos comparar com a Europa não considerou que lá a qualidade de vida é mais alta. O Japão, há décadas em deflação, é a segunda economia do mundo e não há miséria.
    Os analistas daqui e de outros países apontam os nossos erros. É com seriedade e com sábia humildade que devemos ouvir os conselhos e corrigir em tempo os erros.O povo merece.

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