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Um novo tipo de ultraje

Investidores protestam em relação aos super contracheques

Um novo tipo de ultraje
Aviva anunciou que seu executivo-chefe abdicaria de um aumento salarial planejado (Reprodução)

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Os líderes das firmas financeiras agora têm que se preocupar também com seus acionistas. O aumento inexorável da remuneração dos executivos não vem mais sendo tolerado em nenhum dos dois lados do Atlântico. A Aviva, uma seguradora britânica, por exemplo, anunciou em abril que o seu executivo-chefe abdicaria de um aumento salarial planejado graças a críticas de acionistas. Os grandes bancos norte-americanos se afastaram das multidões de manifestantes em Wall Street: o Citigroup, por exemplo, marcou a sua assembleia anual em Dallas e não a transmitiu em tempo real pela internet como é costume. Contudo, os esforços do banco norte-americano não abafaram um voto não vinculante dos acionistas contra um escandaloso plano de remuneração para o seu executivo-chefe, Vikram Pandit.

O Citi não está sozinho. Três outras grandes empresas financeiras norte-americanas tiveram menos de 65% de aprovação referentes a planos de remuneração, uma proporção bastante significativa, de acordo com a Semler Brossy, uma consultoria que começou a coletar dados referentes a esses tipos de votos no ano passado.

A assembleia da Goldman Sachs em 24 de maio é outro destaque. As empresas que aconselham os acionistas ainda não se manifestaram, mas o banco enfrenta um desafio pouco comum posto pelo Sequoia Fund, uma das raras entidades financeiras com uma reputação estabelecida de conduta exemplar e boas taxas de retorno.

No mês passado, o Sequoia rompeu o seu silêncio habitual para exigir a renúncia de James Johnson, o membro do conselho de administração responsável pelo comitê de remuneração do banco. O desempenho de Johnson foi bom o suficiente para que ele fosse eleito para o conselho desde a abertura de capital da empresa em 1999, mas agora o clima parece estar mudando.

Fontes:
The Economist - A new kind of outrage

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