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Uma superpotência econômica e agora também petrolífera

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A Economist considera que o petróleo pode sim transformar a economia brasileira, mas não necessariamente para melhor.

A revista lembra que a valorização do real já vem prejudicando a produção, e considera que, caso se transforme em uma petro-moeda, muitas fábricas do país serão obrigadas a fechar, a menos que se reduza os custos desnecessariamente elevados para se fazer negócio no Brasil.

Além disto, continua a Economist, os maiores êxitos do Brasil democrático foram alcançados quando o governo não tinha muita margem de manobra, o que não seria o caso num contexto de grande abundância de petróleo. A revista considera ainda que a bonança de petróleo trará à tona alguns problemas estruturais da economia brasileira, como a carga fiscal, a legislação trabalhista, e a infra-estrutura.

Fontes:
Economist - Brazil -- An economic superpower, and now oil too

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14 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Primeiro é preciso saber se o diretor da ANP disse ou não disse, já que aparentemente ele disse e depois desdisse.

  2. Brasildo disse:

    BELEZA! UM GRANDE PROBLEMA QUE VEJO É A FALTA DE MÃO-DE-OBRA ( NACIONAL ) QUALFICADA PARA TOCAR TODOS ESTES PROJETOS. GRANDE PARTE DO POVO, DEVERIA SER MAIS INCENTIVADO A ESPECIALIZAR-SE, DO QUE GASTAR TEMPO COM A SITUÇÃO DE TIMES DE FOOTBALL, DE CARA NA " TELINHA ", E OUTRAS BOBAGENS, POIS ISTO NÃO DÁ CAMISA A NINGUÉM, E NEM AUXILIA O PAÍS, NUM MOMENTO DITO COMO PRÓSPERO, A NÍVEL DE INVESTIMENTOS EM DIVERSOS SETORES, MAS COM UM ENORME VAZIO DE PROFISSIONAIS BRASILEIROS PARA COLOCA-LOS EM PRÁTICA.

  3. Cida Fraga disse:

    E não apenas isto. Necessário verificar se o custo de extração a tornaria viável. Mas isto ninguem fala. Não interessa acabar com o oba-oba.

  4. E. Coelho disse:

    Essa reserva de petróleo pode ou não existir. Penso que tudo não passa de especulação, pois, se fica abaixo da camada de sal, profundidade ainda longe da capacidade atual de perfuração, então, não existe uma prova concreta dessa reserva.
    Endosso o comentário da Cida Fraga, se existir, "o custo de extração a tornaria viável (?)".
    A conclusão é que não há provas verossímeis da existência e o custo pode ser absurdamente alto, ou seja, ou pode não existir e se existir pode ser inviável.

  5. Peterson Cunha disse:

    Infelizmente essa será uma moeda de barganha em que o governo aproveitará para desviar a atenção do povo para os reais problemas do Brasil, assim como as reais necessidades que o Estado precisa para realmente transformar a nação em algo de bom para todos nós.

  6. Ivan Lippi disse:

    O que está debaixo da terra só se transforma em riqueza quando racionalmente explorada.
    Não cantar antes da galiha por o ovo.

  7. Henrique disse:

    Se o país investisse realmente em educação e qualificação não teríamos os problemas que temos hoje.. e quanto mais o mercado demandar profissionais experientes na área mais se fará necessário trazer gente de outros países para tirar vagas de trabalho dos nacionais (incluindo a questão dos custos trabalhistas que já tornaram o profissional nacional mais caro que o estrangeiro). Outro detalhe é a corrupção desenfreada pois toda a riqueza que se poderá gerar com a abundância do petróleo em nosso país certamente será uma fonte de criação dos "novos" ricos que surgem da noite pro dia … principalmente relacionados às prefeituras que recebem os Royalties de Petróleo…. basta olhar os municípios da região dos lagos no estado do RJ… prefeitos, secretários e todos que estão nas tetas das prefeituras enriquecendo descaradamente enquanto as cidades estão literalmente jogadas às traças (Macaé é o melhor exemplo disto)…. daí perguntamos.. cadê o controle do TCE/TCU etc.. Riqueza não compartilhada e devidamente aplicada é fruto de miséria da população.

  8. Jairo Pinto Barbosa disse:

    A mais de século atraz Don Bosco e Alam Kardec, já diziam que na virada do terceiro milênio o Brasil seria o celeiro do Mundo, e eu pensava que fosem apenas alimentos.

  9. JOSÉ GRANGEIRO SOBRINHO disse:

    Educação. Eis a palavra-chave, para agregar a esse novo momento que surge, onde o Brasil se projeta em "A nação do futuro". Nenhuma nação cresceu e se desenvolveu reciprocamente, se não passou pelo cunho do desenvolvimento educacional de sua Sociedade. Então, "senhores do conselho", mãos-a-obra, não percamos tempo, "EDUCAÇÃO NELES", e daqui a um futuro bem próximo, iremos dar identidades a profetas do passado, como foi citados, Alan Kardec e Dom Bosco, com uma realidade positiva, no sentido de Grande Nação Brasileira, "O seleiro do Mundo". Potecial nós temos, basta por-mos em prática.
    Grangeiro
    economia76@uol.com.br

  10. David Anderson disse:

    Concordo com o Henrique. O principal foco de de investimento do governo, além de melhorar a infra estrutura do país, deveria ser na educação.

  11. Marcus Santana disse:

    O Ouro Negro é um combustível de aquecimento econômico, contudo o nosso Governo deveria ter uma postura mais respeitosa com outros problemas, como a desigualdade social, a falta de infra – estrutura na Saúde, aeroportos, portos; todavia a melhor coisa a ser feito de diferencial em relação a todos os outros governantes é investir pesadamente em Educação!!

  12. Marcus Santana disse:

    A educação de fato deveria ser o referencial para a elevação do Brasil em todos os sentidos!!

  13. Márcia Benevides Leal disse:

    Um dos maiores problemas do nosso país é a contumaz mania de criar situações de progresso ; com megas projetos sempre alardeando o quanto vai faturar, sem calcular o que vai ser investido ou o custo e beneficio e o mais importante o risco de problemas ambientais. A coletividade sempre tratada de silvícola é tutelada pelo governo, qualquer governo: que no primeiro mandato se preparar e arma para o segundo e daí já calcula para quem vai o próximo governo. Num país com tanta biodiversidade, terras e ainda tendo o petróleo é ridículo os economistas falarem que tudo vai bem com parte da coletividade recebendo a bolsa família. A elite não sabe nem que é coletividade , quanto mais que é povo e que vai sofrer como todos. Como podemos falar que estamos bem se o numerário fica na mão de alguns, outra parte é desviada (sempre estoura um escândalo). A coletividade que trabalha e trabalha taxada de não saber votar, como? Qual o eleito que realmente consegue cumprir o que foi acordado na campanha ? Sem hospitais, trazendo estrangeiros para estudar nossos recursos hídricos que hoje sabemos é assunto de segurança nacional. Áreas contaminadas espalhadas pelo país a fora ,e só sabemos quando estoura um problema de grandes proporções; pois pelo numero de áreas o fato tem sido abafado. Isto compromete nossas nascentes que deviam ser protegidas e a lei fala nisso. Rios degradados, lixões espalhados comprometendo o lençol freático, lagunas costeiras sendo aterrados para mega empreendimentos, e tudo isto vem dar no oceano onde há décadas somos signatários de uma Convenção que se não for cumprida nos levará o Mar de 270 milhas sob nossa guarda e do qual temos o usufruto. Será que o governo e seus economistas lembram o que é que tem nesse Mar de 270 milhas? Pois é, por uma falha geológica a maior parte do petróleo brasileiro esta justamente na faixa que não nos pertence. As políticas federais sempre foram insustentáveis e isto passa para as estaduais e municipais é o tal efeito dominó. Este governo tem batido recordes neste quesito: não seria melhor colocarmos a barba de molho e correr para fazer o dever de casa?

  14. Márcia Benevides Leal disse:

    Mesmo concordando com quem fala em educação, afinal o que será do futuro de um povo sem ela. Sabemos de varias nações que superaram suas dificuldades somente a partir de investimento em educação. Mas, temos aqui um problema: o que queremos dizer quando falamos em educação? Afinal mesmo com um monte de universidades de pé de escada , temos muitas universidades de ponta e com cursos procurados até por estrangeiros. Há menos de vinte anos isto nem seria sonhado. Não estou afirmando que está tudo certo no quesito educação, mas se educação é colocar uma criança no berçário e depois de algumas décadas ela sair de uma universidade com um diploma , acho que já saímos da estaca zero há muito tempo. Claro que um bom curso não é possível para todos e aquela serie de problemas que sabemos tão bem. Uma boa universidade não forma um bom cidadão, ainda dependeremos da educação familiar. Precisaríamos que a política de educação atravessasse governos e aqui nunca houve continuidade em nada a não ser no que não nos faz bem e nos escandaliza e depois só nos dão a conta, pois somos nós que pagamos .
    Mas, não existe um curso universitário que nos dê o que está faltando. E realmente o que está nos faltando é a informação: a pura, genuína e cristalina informação. Estamos sempre sendo levados no bico. Não tem doutor que se safe de tanto imbróglio. Já notaram que quando ficamos sabendo de algo, eles vão dourando a pílula , mas na verdade nada mais há a ser feito.
    Alguém tem pescador artesanal na família? E militar, principalmente da Marinha de Guerra? Pasmem! Mesmo que tivessem talvez não soubessem que hoje eles são indispensáveis para o Brasil cumprir uma Convenção Internacional e nós não temos esta informação. E para ter esta importantíssima informação não precisaríamos ter diploma ou a tal educação formal . Estão acabando com a pesca artesanal que com seus pescadores nos faria cumprir a norma de não quebrar a cadeia alimentar dos mares, procurem saber? A Marinha de Guerra com seus navios e aeronaves para proceder à guarda, salvamento e possibilitar os estudos na plataforma marinha sob nossa guarda.
    Já que quem responde em sites tem acesso a Net procurem a CNUDM e o Decreto Lei 5300 de 2004, depois será fácil achar o restante. Desde já aviso: o petróleo está na faixa coberta pela Convenção e procurem logo saber o que vai nos acontecer.
    No Rio de Janeiro a Petrobrás empresa petroleira vai impermeabilizar um local de recarga hídrica natural, comprometer recursos hídricos , desembargadores do TRT já falam em fazer um novo posto para atender a demanda de 180 mil desempregados que nem empregados estão na construção deste mega mostro insustentável e obsoleta armadilha que vai fabricar plástico e de quebra soltar no ar o vai aumentar a temperatura do Atlântico Sul (mudanças climáticas) , descartar na baía da Guanabara seus resíduos (tudo monitorado igual a Bhopal na Índia) e dar um golpe de misericórdia no manguezal da APA de Guapimirim as margens da baía. Será que se a coletividade soubesse realmente do risco que vai correr estaria parada e achando bom pelos 210 mil empregos prometidos, mas que na verdade são 40 mil diretos e indiretos.
    Aqui ficam as perguntas: por que podemos pagar pelos erros dos grandes e não podemos saber do que nos ameaça? Será que todos deveremos ser PHDS para ter informação tão simples?

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