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Veja os desejos de consumo das mulheres da nova classe média

Nova pesquisa mostra como consumidoras da classe C agem em relação ao carro, alimentação, moda, casa e decoração, saúde, finanças, tecnologia, beleza, turismo e educação

Veja os desejos de consumo das mulheres da nova classe média
Venda de produtos de beleza para classe C cresce 228% em nove anos (Reprodução/Internet)

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A pesquisa “As poderosas da nova classe média brasileira” indicou as tendências das consumidoras da classe emergente no país. Detalhes da pesquisa mostram como elas agem em relação ao carro, alimentação, moda, casa e decoração, saúde, finanças, tecnologia, beleza, turismo e educação. O estudo mostrou que, por exemplo, as mulheres da classe C movimentaram 19,7 bilhões de reais em produtos de beleza no ano passado. O valor representa um aumento de 228% em relação a 2002.

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Uma mudança na classificação da etnia também foi explicitada pela pesquisa. Até alguns anos atrás, uma parte significativa dos negros e pardos da classe C se declaravam branco — já na nova classe média essa perspectiva mudou. Atualmente, negros e pardos representam 48% da classe C, em 2003 essa porcentagem era de apenas 40%. Ou seja, cerca de 18 milhões de pessoas que se declararam brancas há 7 anos se declararam negras ou pardas em 2010.

As mulheres da nova classe C estão optando por ter filhos mais tarde e se informando mais, além de terem três anos a mais de estudo do que suas mães e conquistarem melhores empregos. O foco na formação e consolidação da carreia rendeu um aumento de 78%, entre 2002 e 2010, na verba das mulheres da classe emergentes. Os homens, no mesmo período, tiveram aumento de renda de 40%.

Os desejos de consumo das mulheres da nova classe média também mudaram. Em 2002, os itens mais desejados eram os básicos, como: computador, celular pré-pago, produtos para cabelo, prótese dentária e carros usados. Hoje elas querem, por exemplo, viagens de avião, eletrodomésticos modernos, produtos de beleza, perfumes importados, notebook e escolas particulares para os filhos.

O estudo mostra ainda que, além de confirmar as escolhas já feitas em relação a marcas em áreas como alimentação, lojas de roupas e operadoras de celular, as mulheres da classe C também valorizam outras marcas que antes não tinham tanto acesso — que não as mais baratas — em segmentos como roupas, sapatos, eletroeletrônicos, automóveis, móveis e decoração, bancos, TV a cabo e plano de saúde.

Veja abaixo alguns dados da pesquisa:

Alimentação

– 66% buscam refeições saudáveis e balanceadas

– Só 37% valorizam produtos diet e light, contra 66% na classe A.

– 6,4 milhões compram algum tipo de congelado todo mês

Finanças

– 72% se dizem cuidadosas com dinheiro

– 71% planejam antes o que vão comprar

Moda

– 16 pares de sapato é a média entre elas (na classe D, o número é inferior a 5 pares)

– 60% das mulheres com carteira assinada compram roupas especiais para trabalhar

Beleza

– 70% acreditam que cuidar da beleza aumenta as chances de sucesso na vida

– 39% querem emagrecer

– 14% delas possuem plano odontológico – e o mais novo desejo é corrigir dentes tortos e fazer clareamento

Casa e decoração

– 31% querem comprar casa nos próximos 2 anos

– 62% têm interesse em decoração

– 40% querem reformar a casa (na elite, só 36%)

– 80% tem prazer de receber pessoas em casa (a decoração é símbolo de status)

– 59% consideram cozinha a parte mais importante do lar – e querem uma cozinha planejada

Carro

– 4% compram carro financiado (índice maior que o dos homens e de mulheres da elite)

– 64,8% escolhem carro pela potência do motor

– 62% valorizam o design na hora da compra

– 31% querem comprar ou trocar de carro nos próximos 12 meses

Tecnologia

– 46% vão comprar um notebook nos próximos 12 meses

– 50,8% vão trocar de celular nos próximos 12 meses

Saúde

– 61% fazem consultas e exames preventivos (índice igual ao das mulheres A/B)

– 72% afirmam cuidar da saúde de toda a família (na elite, o número é 63%)

– 56% compram os remédios da família

Educação

– 38% querem fazer curso de inglês

– 36% querem fazer faculdade

– 58% dos universitários de classe C são mulheres.

– 26 anos é a média de idade das universitárias de classe C (era 27 há cinco anos)

Turismo

– 62% viajaram no último ano (contra 54% dos homens)

– 72% vão viajar nos próximos 12 meses

– 42% das que vão viajar o farão de avião

– 20% querem viajar para o exterior

– Em 25% das viagens, se hospedam em hotel

 

Fontes:
Exame.com - As tendências para a mulher da Classe C em 10 segmentos

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4 Opiniões

  1. Gabi Candau disse:

    Interessante!

  2. Luiz Mourão disse:

    Curioso…
    Mas acho que precisamos de mais MULHERES e menos FÊMEAS no planeta….
    Como precisamos de mais HOMENS e menos MACHOS no planeta…
    Só para quem não percebeu: HOMENS e MULHERES são MACHOS e FÊMEAS, mas a recíproca NÃO é verdadeira, em geral…

  3. Rogerio Faria disse:

    Quero ver quando a “festinha” acabar e a classe C voltar para D ou quem sabe E, toda endividada no SERASA e SPC com suas casinhas recheadas de TV de LCD e carrinhos na garagem. O que manda não é a mobilidade econômica é a mobilidade cultural, e essa “New Class” é um subproduto de uma economia sem suporte, alicerçada em uma mistura de isopor com algodão. Sem cultura alguma, um lixo social. Sigam os ensinamentos do Lulinha, consumam e consumam. Vamos ver no que vai dar…

  4. Marluizo Pires Cruz disse:

    O que importa é que a maioria está provando do bolo da festa, bolo que antes crescia e não distribuia com as classes C,D,E,F…, reservando só para A e B que sempre comandava e concentrava as rendas do País, no poder de uma minoria mantendo a maioria na pobreza num Pais que sempre teve todas as condições de cuidar do bem-estar do seu Povo, não cuidando por culpa dos seus gestores público que sempre dedicaram as festas para alguns e o trabalho para a maioria.
    Portanto não incentivando a preguiça é melhor a festa para a maioria. E o trabalho para todos.
    País que propícia estabelecer divisão de classes não se constiui em uma Nação.

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