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Volkswagen enfrenta dificuldades para mudar estratégias

Apesar da renúncia do poderoso presidente do Conselho de Administração da Volkswagen, seu sucessor terá dificuldade em mudar a direção da empresa

Volkswagen enfrenta dificuldades para mudar estratégias
A participação da Volkswagen nos EUA, já pequena, está diminuindo (Reprodução/Wikipedia)

Não está claro por que o presidente do Conselho de Administração da Volkswagen, Ferdinand Piëch, não conseguiu demitir o executivo chefe da empresa, Martin Winterkorn. A maioria dos observadores calcula que os dois se desentenderam em relação à estratégia da VW, mas causou surpresa o fato de o ardiloso Piëch, um membro da família que controla a indústria automobilística alemã, ter sido forçado a renunciar em 25 de abril, em vez de demitir Winterkorn. Porém é óbvio que, em seus 22 anos como CEO da empresa e depois presidente do conselho, a obsessão de Piëch em torná-la a maior e melhor fabricante de automóveis do mundo a deixou com fraquezas significativas em sua marca VW original e no mercado americano.

Depois de ter conseguido demitir o antigo CEO do grupo, Bernd Pischetsrieder, em 2006, com uma combinação de desprezo público e uma campanha sub-reptícia, é provável que Piëch tenha pensado que a mesma manobra dissimulada funcionaria de novo. Em uma entrevista recente à revista alemã Der Spiegel, ele disse que estava “distante” de Winterkorn, mas outros membros do Conselho de Administração apoiaram o CEO.

Agora, Winterkorn está em uma posição-chave para suceder Piëch como presidente do conselho, um órgão poderoso que nomeia os executivos da empresa e aprova as grandes decisões estratégicas. A questão é o que Winterkorn poderia fazer de diferente.

A mudança do trabalho das fábricas alemãs da VW para o exterior, ou a redução do enorme orçamento de pesquisa da empresa, seria uma tarefa quase impossível para Winterkorn ou para quem o suceder como CEO. O Estado da Baixa Saxônia tem 20% dos votos do conselho e, portanto, direito a veto no que se refere às decisões estratégicas. Os sindicatos também têm representação no conselho. Ambos possivelmente resistiriam a grandes cortes de empregos na Alemanha. Resolver os problemas nos Estados Unidos também será uma tarefa difícil. A participação da VW no segundo maior mercado do mundo, já pequena, está diminuindo.

Fontes:
Economist-Driven out

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