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CONTRA A PIRATARIA

Segurança armada em alto mar na África

O mundo peculiar dos 'arsenais flutuantes' que navegam nas zonas de alto risco dos piratas somalis

Segurança armada em alto mar na África
Cerca de 40% dos navios que navegam no litoral do Chifre da África têm vigilância armada a bordo (Foto: Wikipedia)

Em outubro de 2013 o Seaman Guard Ohio, um navio com a bandeira de Serra Leoa, foi interceptado a pouco menos de 11 milhas náuticas ao largo da costa da Índia pela guarda costeira local. O navio com o casco cinza, equipado com antenas e radares, fora fretado pela empresa de segurança privada AdvanFort, com sede em Washington, D.C. O navio tinha uma tripulação de 35 pessoas e transportava 35 armas e milhares de cartuchos de munição. Em 11 de janeiro deste ano, todas as pessoas a bordo, entre elas inglesas, estonianas e ucranianas foram condenadas a cinco anos de prisão por entrarem no mar territorial da Índia com armas ilegais.

O incidente mostrou um mundo que não é visto com frequência por pessoas que não têm familiaridade com o mar. O Seaman Guard Ohio era um “arsenal flutuante”, um navio que navega quase o tempo todo em águas internacionais, com a função de hotel e de base para seguranças particulares contratados para proteger navios de ataques dos piratas somalis. Em geral, fica ancorado no litoral do Sudão, Sri Lanka e dos Emirados Árabes Unidos, à espera de seus clientes, navios mercantes que precisam de proteção para atravessar áreas sob ameaça dos piratas somalis.

Os seguranças embarcam nos navios dos clientes com suas armas e seguem para a “zona de alto risco” (HRA) da pirataria. Desde que os seguranças armados começaram a proteger os navios dos ataques dos piratas somalis há cerca de 10 anos, nenhum navio com eles a bordo foi sequestrado. Agora, segundo a empresa de pesquisa IHS Jane’s, em torno de 40% dos navios que navegam no litoral do Chifre da África têm vigilância armada a bordo.

As empresas de fabricação de armas prosperaram desde que os governos e as seguradoras marítimas adotaram medidas de proteção e de prevenção de atos de pirataria, de acordo com as recomendações da Comissão Europeia de 11 de março de 2010. No auge da pirataria somali em 2012, os armadores pagavam cerca de US$45,000 por viagem para os seguranças armados. No entanto, a competição reduziu os preços cobrados pelas empresas de segurança e os padrões de qualidade estão caindo, com a entrada no mercado de menos empresas que cumprem normas estritas de regulamentação. O executivo-chefe de uma empresa inglesa de fabricação de armas receia que o uso de empresas de segurança privada na proteção aos navios mercantes facilite a entrada de armas no mercado negro.

Fontes:
The Economist-Cruisin’ with guns

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3 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    O luladasilava vai ficar horrorizado com essas tripulações armadas

  2. LUIZ ALVES disse:

    SOU OFICIAL SUPERIOR FUZILEIRO NAVAL… ESTOU PRONTO PARA SER CONTRATO

  3. Roberto disse:

    Sou militar da reserva, como faço pra contactar uma dessas empresas? Tenho fluência em inglês.

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