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Arábia Saudita

A Arábia Saudita é um lugar adequado para instalar fábricas?

A construção de fábricas não é a melhor solução para diversificar a economia

A Arábia Saudita é um lugar adequado para instalar fábricas?
Além disso, a Arábia Saudita é um lugar difícil para fazer negócios (Reprodução/Internet)

Os gulosos locais ficaram radiantes quando Mars, um confeiteiro americano, abriu sua primeira fábrica na Arábia Saudita em dezembro. Os formuladores de políticas do reino aplaudiram a iniciativa. Foi um sinal de progresso para criar uma indústria manufatureira mais ampla e sofisticada, com o objetivo de reduzir a dependência do petróleo, que é responsável por 45% PIB e por 80% das receitas do governo. A participação da indústria fabril no PIB mantém-se há muito tempo em torno de 10%, concentrada na fabricação de artigos básicos, como produtos químicos em grande quantidade.

Em razão das enormes reservas de petróleo bruto barato do país e diante da queda recente no preço do petróleo, o estímulo à construção de fábricas parece ser uma estratégia alternativa interessante. No entanto, existem bons motivos para questionar se a indústria fabril é o setor que se deve expandir, ou se a Arábia Saudita é um lugar adequado para instalar fábricas.

As autoridades sauditas afirmam que, além de muitos consumidores ricos, o país tem uma localização central entre a Europa e a Ásia, e uma mão de obra barata de inúmeros expatriados. Mas alguns analistas duvidam que essa iniciativa possa oferecer uma vantagem competitiva. “É difícil competir com a China em escala e custo; lugares como a Alemanha têm um mercado de alta tecnologia; a região não tem uma taxa de consumo expressiva; e a moeda está indexada ao dólar e, portanto, os Estados Unidos ditam as regras do comércio”, disse Meda al-Rowas da IHS, uma empresa de pesquisa.

Além disso, a Arábia Saudita é um lugar difícil para fazer negócios. Os regulamentos são complicados e imprevisíveis, e as regras sociais rígidas dificultam a contratação de mão de obra estrangeira qualificada.

Fontes:
The Economist-Making it in the desert kingdom

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