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Antissemitismo europeu

A controversa reação de judeus a uma volta a Israel

Netanyahu recebe críticas após insistir que os judeus deveriam emigrar para sua verdadeira pátria: Israel, em repúdio ao 'território da Europa'

A controversa reação de judeus a uma volta a Israel
Netanyahu disse aos seus seguidores de língua francesa do partido Likud, que era o 'representante do povo judeu' (Reprodução/Internet)

É possível que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, tenha muitos defeitos, mas não lhe falta uma boa dose de coragem. Há duas semanas, por exemplo, em uma de suas declarações bombásticas, Netanyahu disse aos seus seguidores de língua francesa do partido Likud, que era o “representante do povo judeu”. Depois de um atentado antissemita que matou um judeu em Copenhague, ele começou a insistir que os judeus deveriam emigrar para sua verdadeira pátria: Israel, em repúdio ao “território da Europa”.

Muitos judeus irritaram-se com a sugestão de Netanyahu, de imigrarem para Israel como reação aos atentados terroristas em Paris e Copenhague. No entanto, esses apelos não são uma novidade, assim como não são novos os sentimentos complexos e às vezes contraditórios, que os judeus sentem em Israel, uma nação fundada para oferecer um refúgio aos que vivem no território israelense, assim como para os cerca de 8 milhões de judeus, que moram em outros lugares.

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Cerca de 8 milhões de judeus não moram em Israel (Reprodução/Economist)

O estado de Israel foi criado com a crença que milhões de judeus fariam aliyah (a palavra hebraica para a imigração judaica, ou “elevação espiritual”). Mas, na verdade, só 3 milhões de judeus imigraram para o país desde sua fundação em 1948.

Os críticos do regime político de Netanyahu alegam que, ao incentivar a volta do povo judeu, o primeiro-ministro estaria afastando os aliados do estado de Israel e deturpando os fundamentos do sionismo. Outros veem um oportunismo político no discurso de Netanyahu, devido às eleições em 17 de março. Em Israel, o apelo à imigração dos judeus à terra prometida é uma excelente plataforma eleitoral.

Mas por trás da retórica populista do estímulo à volta, poucos judeus querem imigrar para Israel, porque se sentem felizes onde criaram raízes e têm suas famílias. Em 2014, 26.500 judeus imigraram para Israel, um número recorde na última década. No entanto, embora o número de imigrantes da França tenha duplicado, esse número representa apenas 0,3% da diáspora total. Apesar de todos os incentivos oferecidos aos recém-chegados, pelo menos metade dos judeus dispersos no mundo inteiro prefere viver nos lugares onde escolheram morar.

 

 

Fontes:
Economist-Come home right now

3 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    A diáspora só vai acabar no fim do mundo.

  2. Roberto1776 disse:

    É bom acrescentar que o verdadeiro conflito é de religiões e não nacionalidades.
    Nada, absolutamente nada contra árabes, que são aqueles que falam o idioma árabe, e tudo contra os maometanos que seguem o Corão.
    No momento em que o islamismo entra na questão, cessa todo o bom senso, visto que não é possível dialogar com o Islam.
    Até os poucos muçulmanos mais iluminados já se dão conta de que o islamismo, do jeito que está, não é, nem minimamente, tolerável.
    A falta que uma liderança bem definida faz é notável, pois esse pessoal é exatamente como o MST. fazem o que bem entendem e ninguém é responsabilizado.
    Ninguém consegue dialogar com um grupo cuja liderança se esconde entre terroristas.
    Neste processo, Israel torna-se o alvo mais bem definido desses foras da lei.
    Não importa o que os judeus fizerem, sempre serão o alvo dos terroristas muçulmanos e seus simpatizantes. Nesta questão, a dor de cotovelo, a inveja dos muçulmanos em relação aos judeus e israelitas também é um fator determinante

  3. olbe disse:

    Tomara que as pessoas que continuam morando nos países onde a perseguição aos judeus tenha aumentado espero que não se arrependam. Foi assim antes das guerras mundiais, quem saiu, conseguiu sobreviver…É muito difícil abandonar tudo cortar laços de amizade se desapegar de coisas preciosas, recomeçar num outro país, com outra língua e também, constantemente ameaçado..é muito difícil..E ainda a decisão de sair a família toda porque se fica uma parte, não vale a pena…Israel. como um país democrático aceita árabes dando-lhes todos os direitos do cidadãos israelenses…mas nunca pode ter certeza de que eles podem ser inimigos em ebolição.O contrário não existe em nenhum país árabe…

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