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Eleições no Chile

A coroação de Bachelet

Todos sabem que Bachelet vencerá, mesmo aqueles que não gostam dela e temem que ela leve o país para a esquerda

A coroação de Bachelet
Bachelet ficou com 47% dos votos no primeiro turno, quase o dobro do de Matthei, sua rival direita (Reprodução/AFP)

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Para a maior parte dos chilenos a reta final da eleição presidencial deste fim de semana é um tanto entediante. Não é que eles não se importem com o futuro do seu país. O fato é que todos sabem que Bachelet vencerá, mesmo aqueles que não gostam dela e temem que ela leve o país para a esquerda.  Bachelet ficou com 47% dos votos no primeiro turno em 17 de novembro, quase o dobro do seu rival de direita. Nenhum dos candidatos que saíram do páreo desde então vieram a apoiar Matthei.

No debate televisivo de terça-feira, Matthei lembrou aos eleitores alguns dos pontos baixos do primeiro mandato presidencial de Bachelet, de 2006 a 2010. Ela a acusou, por exemplo, de agir de forma lenta e inadequada ao terremoto e maremoto de 2010, o qual matou 500 pessoas. Mas as acusações não parecem fazer efeito. Bachelet as deixou de lado e calmamente delineou os seus planos para o futuro: aumento de impostos, reforma da educação, um novo sistema eleitoral e uma nova constituição.

“Os erros dela são perdoados muito mais facilmente que os de outros políticos”, afirma Kirsten Sehnbruch, professor de políticas públicas da Universidade do Chile. “E isso se deve ao fato de as pessoas realmente acreditarem que ela deu o melhor de si. Elas confiam nela”.

Matthei poderia realizar algo extraordinário e vencer as eleições? Mais de seis milhões de pessoas, ou metade do eleitorado, não votaram nela no primeiro turno. Caso Matthei consiga convencer até mesmo um quarto das pessoas que não votaram no primeiro a turno a saírem de casa neste domingo, 15, haveria uma chance. A música da sua campanha para o segundo turno é “Sí, se puede” (Yes, we can!). Funcionou para candidatos do passado, mas é improvável que funcione no Chile nesse domingo.

Fontes:
The Economist-Bachelet’s coronation

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2 Opiniões

  1. Afonso Schroeder disse:

    É notório o corporativismo direitista, vendo que a esquerda vai ganhar as eleições, estes conservadores elitistas econômicos-politiqueiros que em muitos países da América do Sul já estão expurgados politicamente chega de governos para classes, pois os Estados da América do Sul necessitam se desenvolver por um todo não como era de costume governo pra elite onde as classes menos favorecidas eram ocultadas não tendo vez e muito menos voz.

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Bachelet foi reeleita, será porque lá tem mais mulheres? e aqui, assim a coisa fica feia, ah, hum

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