Início » Internacional » A corrida mundial pelos recursos naturais do Ártico
Derretimento do Ártico

A corrida mundial pelos recursos naturais do Ártico

Potências mundiais acirram a disputa para explorar os recursos naturais, as rotas de tráfego e a posse do território do Ártico

A corrida mundial pelos recursos naturais do Ártico
Cientistas preveem que o Ártico estará livre de gelo no verão já em 2030 (Foto: Wikipedia)

À medida que o aquecimento global derrete o gelo do Ártico cresce também a disputa entre Rússia, Estados Unidos e outras potências mundiais para explorar os recursos naturais, as rotas de tráfego e a posse do território da região. E a corrida aumenta a cada ano, pois cientistas preveem que o Ártico estará livre de gelo no verão já em 2030.

Na última segunda-feira, 31, o presidente americano, Barack Obama, viajou ao Alaska, onde chamou atenção para os efeitos das mudanças climáticas no Ártico. Mas alguns parlamentares acreditam que os Estados Unidos estão ficando para trás em relação a outros países, entre eles a Rússia, na preparação para a nova realidade climática, econômica e geopolítica da região.

“Há algum tempo temos reclamado da falta de capacidade de nosso país em manter presença na região”, diz Paul Zukunft, comandante da Guarda Costeira americana. Basta uma patrulha a bordo do navio Alex Haley, da Guarda Costeira, no mar de Chukchi, leste do Alaska, para constatar a intensa atividade na região. O radar do Alex Haley começa a detectar um navio após o outro.

O Alex Haley foi construído para auxiliar a Guarda Costeira em casos de acidentes de derramamento de petróleo, mas são navios como ele que lidam com o aumento de tráfego naval no Estreito de Bering. A frota da Guarda Costeira está ficando velha, especialmente os dois únicos navios quebra-gelos do órgão.

Enquanto isso, a Rússia está construindo no Ártico 10 novas estações de busca e resgate, dispostas em uma posição que lembra um colar de pérolas ao longo da metade da costa do Ártico. O país também aumentou a presença militar na região, reabrindo as bases que foram desativadas após o colapso da União Soviética.

E a Rússia está longe de ser a única rival dos EUA na disputa pelo Ártico. China, Coreia do Sul e Cingapura exploram cada vez mais a possibilidade de enviar cargas comerciais para a Europa através do Ártico, longe do controle russo.

Quando Obama apresentou seus planos para o Ártico em 2013, declarou que a região era a última fronteira do planeta. Ele alertou para os problemas que o derretimento da calota polar trará para vida no Ártico, mas também falou das oportunidades que ele vai gerar, como a exploração de petróleo, gás natural e depósitos de minerais que a região guarda.

No centro desta competição geopolítica resta saber que tipo de fronteira o Ártico será: uma reserva ecológica, ou um motor econômico? Uma zona internacional de cooperação ou de confronto?

Fontes:
The New York Times-U.S. Is Playing Catch-Up With Russia in Scramble for the Arctic

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *