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ORANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

A corrida pelo secretariado-geral da ONU

Os principais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, um dos postos internacionais mais importantes, são duas mulheres da Bulgária

A corrida pelo secretariado-geral da ONU
Quando Ban Ki-Moon se afastar em 2017 será a vez do Leste Europeu (Foto: Reprodução/Internet)

Na época de Boutros Boutros-Ghali e Javier Pérez de Cuéllar, um comediante inglês brincou que o requisito principal para ser eleito secretário-geral da ONU era ter um nome longo e difícil de pronunciar. Pelas normas da ONU o cargo de secretário-geral é ocupado por representantes de diversas regiões do mundo, que se revezam no posto. Desta vez a escolha deverá recair no Leste Europeu, uma região com nomes extremamente difíceis de pronunciar, o que confirmaria o comentário do comediante. Talvez não.

Os principais candidatos são mulheres da Bulgária. As duas têm nomes que se pronunciam mais ou menos como sua transliteração em inglês indica. Mas a escolha de uma delas pelo governo da Bulgária já está causando um conflito político no país.

O secretário-geral da ONU é selecionado pelo Conselho de Segurança, o que significa que a Rússia e os Estados Unidos, ambos membros permanentes, têm uma grande influência em sua escolha. Como usual em campanhas eleitorais, discretamente os candidatos e seus aliados têm feito intrigas contra os concorrentes, e alguns prometeram que as provas de corrupção de seus rivais logo virão à tona. Os candidatos precisam fazer dois jogos simultâneos no xadrez da política interna de seus países para serem indicados e na área internacional, para conquistar Washington e Moscou.

As búlgaras são duas candidatas fortes. Uma delas é Irina Bokova, atual diretora da Unesco, a organização cultural e educacional da ONU. Sua rival, Kristalina Georgieva, é vice-presidente da Comissão Europeia encarregada do orçamento.

Em Sofia, o primeiro-ministro Boyko Borisov está sob pressão para decidir qual delas irá indicar. O primeiro-ministro tem uma relação mais próxima com Georgieva e preferiria mantê-la como aliada em Bruxelas, mas é possível que a indique como candidata ao cargo. Irina Bokova, por sua vez, tem ligações com a oposição política no país, porém um pequeno partido da coalizão do governo apoia a sua candidatura.

Em 14 de janeiro, o líder do partido ameaçou sair do governo se o primeiro-ministro Borisov não a indicasse. A Sra. Bokova também tem o apoio dos EUA, mas fez inimigos no país com o lobby em Washington para aceitar o ingresso da Autoridade Nacional Palestina (ANP) como membro da Unesco em 2011. Em consequência, os EUA cancelaram as contribuições que faziam à organização, responsáveis por 22% de seu orçamento. Agora, ela é vista como a candidata preferida de Moscou.

Fontes:
The Economist-The leading candidates to head the UN are both Bulgarian women

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