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A cultura é o fator predominante na relação entre cheiro e linguagem

O povo jahai descreve a experiência sensorial provocada pelo cheiro, como o nome de uma cor é também uma experiência sensorial para um ocidental

A cultura é o fator predominante na relação entre cheiro e linguagem
A pesquisadora Asifa Majid diz que existem muitos tabus em torno de falar sobre cheiros (Reprodução/Niclas Burenhult)

Identificar os cheiros por nomes é, segundo um conceito antigo, bem mais difícil do que dar nomes às cores. Mas talvez essa dificuldade se justifique pelo fato de todas as experiências importantes terem sido realizadas em cidades com moradores ocidentais. Os maniqs, assim como os jahais, têm palavras específicas para expressar os tipos de cheiros de seu meio ambiente.

Asifa Majid da Universidade Radboud na Holanda trabalha com caçadores-coletores, especificamente, os maniqs e os jahais, que vivem na península da Malásia. Esses povos, disse a pesquisadora na sessão dedicada ao olfato e à cultura, na reunião anual de 2015 da American Association for the Advancement of Science (AAAS), têm palavras específicas para tipos de cheiros, que não se baseiam apenas na fonte do perfume, como “limão”, ou em uma avaliação de suas propriedades, como “malcheiroso”, e sim descreve a experiência sensorial provocada pelo cheiro, como o nome de uma cor é também uma experiência sensorial para um ocidental.

Essa descoberta contesta a ideia há muito tempo difundida, que o funcionamento do cérebro do ser humano limita sua capacidade de expressar os cheiros em palavras com rapidez.  Mas na opinião de Asifa Majid “nada tem cheiro no Ocidente, exceto se houver uma fonte proposital”, e que existem muitos tabus em torno de falar sobre cheiros.

 

 

Fontes:
Economist-Scent off

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