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Violência na Turquia

A difícil relação do país com os curdos

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No início deste mês, 17 soldados turcos foram mortos quando 400 rebeldes curdos invadiram um posto militar perto da fronteira com o Iraque. O recrudescimento da violência levanta novas questões sobre a relação da Turquia com este povo.

O parlamento turco acaba de prorrogar a autorização para o exército atacar alvos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em regiões do norte do Iraque. Pelo menos 44 mil pessoas — em maioria curdos — já morreram desde que o PKK lançou sua violenta campanha pela independência, em 1984.

O governo turco diz já ter gastado cerca de US$ 300 bilhões no combate aos terroristas, mas o PKK continua gozando de forte simpatia entre os 14 milhões de curdos que vivem na Turquia.

Estes curdos continuam sendo um enorme problema para o governo do país. A Turquia vem empreendendo esforços para integrá-los à sociedade, mas para muitos os incentivos — que incluem subsídios em educação para os pobres, especialmente para as meninas — na verdade têm natureza eleitoreira.

Em nossa opinião, seria preciso buscar uma solução para o problema dos curdos que não seja pela força das armas. Com estimados 25 milhões de pessoas, trata-se da maior etnia do mundo a não ter seu próprio país. No injusto e artificial traçado de fronteiras imposto pelos países europeus, criando nações artificiais como o Iraque, os curdos foram esquecidos.

 

 

Fontes:
Economist - Turkey and the Kurds: Terror in the mountains

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