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JIHADISMO

A emergência do jihadismo num bairro belga

O fato de os ataques de Paris terem relação com o bairro de Molenbeek, em Bruxelas, não chocou quem vive na capital belga

A emergência do jihadismo num bairro belga
Antes mesmo da emergência do jihadismo, um município de Bruxelas já tinha fama de ser um lugar sem lei (Foto: Pixabay)

O fato de os ataques de Paris terem relação com um bairro de Bruxelas não chocou quem vive na capital belga. Apesar das discussões em relação ao bairro de Molenbeek, um dos 19 que dividem a região central de Bruxelas, causarem indignação, raiva e desespero, o fato não é inesperado. Afinal de contas, os ataques não foram os primeiros. Eles fazem parte de uma série nos dois últimos anos envolvendo pessoas relacionadas a Molenbeek, incluindo um tiroteio no museu judeu em Bruxelas em 2014 e os ataques ao jornal Charlie Hebdo em janeiro deste ano.

Antes da emergência do jihadismo, Molenbeek já tinha a reputação de ser um lugar sem leis. Muitas pessoas em Bruxelas não sabem o que é o jihadismo nem qual é a ligação entre Bruxelas, Paris, Iraque e Síria. Mas elas sabem que Molenbeek tem altos níveis de crimes como tráfico de drogas e assaltos.

O que chama atenção é a proximidade da pobreza e da falta de leis em Molenbeek com o centro da capital europeia. O problema pode estar na política belga e nas sucessivas reformas dos últimos 40 anos. A combinação destes fracassos que giram em torno da política (como o clientelismo e o provincialismo) e do governo; da polícia e da justiça; e da economia pode ter criado o vazio, que é explorado por terroristas. Como os ataques em Paris mostraram, o resto da Europa pode pagar o preço pelos fracassos belgas.

Fontes:
Político-Belgium is a failed state

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