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Ciber-armas

A era do terrorismo cibernético de Estado

Os EUA tentam descobrir a fonte de vazamentos sobre suas ciber-armas

A era do terrorismo cibernético de Estado
Pesquisadores sugerem que EUA e Israel desenvolvem softwares para espionar Irã

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Stuxnet. Duqu. E agora Flame. A lista de programas maliciosos sobre os quais há suspeitas de que teriam sido desenvolvidos por governos está aumentando. Um novo livro de David Sanger do New York Times afirma que o Stuxnet é parte de um plano amplo e secreto dos EUA de usar ciber-armas contra o Irã. Pesquisadores de segurança encontraram pistas que sugerem que o Duqu e o Flame podem ter raízes na mesma iniciativa. O rebuliço gerado pelo livro gerou um inquérito do FBI, um surto de acusações entre políticos e um apelo para que os ciber-ataques sejam banidos de uma vez por todas.

Os detetives do FBI estão tentando descobrir quem divulgou detalhes a respeito dos “Olympic Games”, o codinome da ambiciosa iniciativa de desenvolver ciber-armas como o Stuxnet. O software, que, diz-se, foi bolado por hackers norte-americanos e israelenses, atrapalhou a operação de centenas de centrífugas em uma usina nuclear iraniana.

Este fato não surpreendeu veteranos da área de segurança de computadores, que haviam presumido que os EUA e Israel estavam por trás do Stuxnet, bem como do Duqu e do Flame, que parecem ter sido utilizados para espionar cientistas e funcionários do governo iraniano. O Flame, por exemplo, transmite tudo para os seus mestres secretos, de imagens de tela a áudio de conversações.

Especialistas da segurança da computação, como Eugene Kaspersky, o russo por trás do Kaspersky Lab, usaram o debate gerado pelo Stuxnet como uma chance de renovar o apelo para que os governos negociem um banimento de ciber-armas. Kaspersky, cuja empresa revelou o código do Flame, afirmou que os vírus de computador produzidos e lançados por nações são “a inovação mais perigosa deste século”.

Enquanto isso, o Google também tem tentado aprender a lidar com ciber-ataques. Em 5 de junho, o gigante da internet disse que começaria a enviar avisos virtuais a usuários cujas contas são investigadas por observadores que a empresa acredita se tratar de países. Em relação ao crime virtual, compensa ser paranóico.

Fontes:
The Economist-Seek and hide

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1 Opinião

  1. Mauricio Fernandez disse:

    Qualquer garoto de doze anos invade seu pc e escuta seu telefone. É uma realidade. Como de praxe determinadas ações servem a muita gente. Portanto, resolveu-se dizer que tais procedimentos somente com com autorização judicial e o assunto fica por isso mesmo.

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